Crítica: Os Suspeitos (2013)

Denis Villeneuve conseguiu fazer de “Os Suspeitos” uma obra memorável no cenário em que vemos o cinema se encaminhar, sua direção conseguiu deixar uma linha entre a ação e a razão muito interessante, com plena inspiração em clássicos como O Silêncio dos Inocentes, o filme tenta retratar o drama de dois lados, do policial e da família da pessoa sequestrada, mostrando lados opostos, com suas razões e com suas limitações de ações bem definidas.

Na trama, temos o personagem “principal”, um pai (Hugh Jackman)que tem sua filha (6 anos) e sua amiga (mesma idade) sequestradas e tem de lidar com a polícia e sua burocracia (liderada pelo personagem de Jake Gyllenhaal), que por sua vez tenta fazer justiça, mas sempre esbarra em sua devoção pelas duras e quase imperfuráveis leis.

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O filme sempre leva duas linhas bem distintas, a da fé e a da razão, tendo essas duas uma atrelamento central ao sentido da justiça e do como aplicá-la, ou seja, criasse um enredo muito inteligente e psicológico.

O trabalho do filme é em partes, como todo bom desenvolvimento investigativo, novamente lembrando clássicos como O Silencio dos Inocentes, porém em Os Suspeitos as provas são escassas, nada indica uma prisão, o clima é mais oculto e obscuro, porém sem investir em sustos inúteis e sem sentido.

Os protagonistas conseguem chamar para si praticamente toda a atenção, uma das falhas do filme, que deixa de explorar outras ótimas figuras de seu rico elenco. Hugh Jackman e Jake Gyllenhaal conseguem fazer personagens semelhantes, sim, semelhante, no entanto de lado opostos, cada um levando com muita força a diante seus ideais e seu senso de justiça.

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Keller Dover (Hugh Jackman) é o bondoso pai, que após o choque do sequestro se transforma em outra pessoa, com o único foco de achar sua amada filha, lembrando em alguns fatores a mudança de comportamento vista em Código de Conduta. Loki (Jake Gyllenhaal) é um detetive padrão, bem acostumado ao sistema, que segue as regras sem deixar de ser dedicado e muito focado também em localizar a filha de Keller.

A história tem uma divisão bem clara no momento em que cada um parte para seu lado, Loki segue sua investigação que não consegue provar praticamente nada e Keller decide resolver com as próprias mãos, doa a quem doer, principalmente o principal suspeito, que será duramente interrogado.

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Ao final temos um bom filme de ótimo desenvolvimento, peca em algumas questões de roteiros e de detalhes não explorados, nada que comprometa.

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Sobre Leonardo Caprara

Idealizador e fundador do site, tem profunda paixão pela música e pelo cinema, desbravando os mais diferentes sub-gêneros dentro destes dois maravilhosos nichos e procurando levar o melhor conteúdo para os fiéis leitores do Música e Cinema!

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