Crítica: O Lobo de Wall Street

O novo lançamento de Martin Scorsese é completamente fantástico, contando com o maior ator de Hollywood na atualidade, o também já consagrado Leonardo DiCaprio. Na trama, a história real de Jordan Belfort  é mostrada, num ritmo de muito lucro, acompanhado de muitas festas, muitas drogas e muito sexo, em três horas de um cativante filme, que coloca o público dentro do conturbado mundo de Wall Street, mostrando que você pode ter tudo e não ter nada em questão de minutos e que a degradação humana pode chegar a níveis jamais pensados, assim é O Lobo de Wall Street.

O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)

Na história dirigida por Scorsese, Leonardo DiCaprio interpreta Jordan Belfort, um corretor da bolsa de valores que acaba perdendo o emprego e também sua vida financeira, se obrigando a entrar na bolsa dos centavos, que lida com pequenos investimentos, entretanto conta com a exorbitante comissão de 50% para o corretor, algo que Belfort logo percebe e consegue transformar aqueles centavos em milhões, vivendo uma vida muito intensa, abusando de dinheiro, drogas e sexo.

o lobo de wall street 2

A síntese do roteiro de Terence Winter parece ser muito simples, porém a execução e o resultado são totalmente complexos. Primeiramente podemos analisar a degradação de Jordan, que primeiramente era casado, não usava drogas e não bebia, porém foi só entrar em Wall Street para começar a entrar no esquema. Pode-se notar também que o protagonista não teria chegado no auge sem a influência de sua esposa, que lhe indicou a bolsa dos centavos.

Após ganhar dinheiro, aliás, muito dinheiro, Belfort termina com sua esposa e assume relacionamento com Naomi Lapaglia (Margot Robbie) que veio a ser sua nova esposa e é com toda a certeza um grande destaque, pois torna-se um ícone de sensualidade e de poder, como a esposa perfeita para um milionário, educada, linda e sensual, porém nem tudo é brilho e glamour.

Mas falando nela, a atuação de Margot Robbie é completamente fantástica, conseguindo juntamente com DiCaprio, envolver e cativar o telespectador, ganhando um destaque gigantesco e formando a dupla de melhor atuação dentro do filme.

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O Lobo de Wall Street caminha entre um drama e um romance policial, com traições, com especulações, com trapaças e sobretudo, com muito dinheiro envolvido. Assistindo O Lobo de Wall Street você poderá ver muitas cenas de sexo, muitas cenas de uso excessivo de drogas e um processo de degradação humana de Belfort, mas sem nunca perder a simpatia pelo protagonista, que assim como já aconteceu em clássicos como Wall Street: Poder e Cobiça, consegue a redenção no final, resultado este que poderia ser evitado se sua ganância não fosse tão grande e impulsiva.

Martin Scorsese é maravilhoso em O Lobo de Wall Street, captando elementos de seus melhores trabalhos, onde podemos ver muitas pequenas (imperceptíveis para não fãs) influências de Taxi Driver, clássico supremo da década de 70, com Robert DeNiro.

Orientações para a grande dupla
Orientações para a grande dupla

Outro fator que deve ser destacado é a belíssima trilha sonora, que acompanhada das grandes atuações e boa fotografia, consegue se tornar um grande elemento.

Sobre as críticas contra o filme, que afirmam que ele induz a idolatração do vilão, isso é muito mal fundamentado, pois o telespectador acompanha a auto-destruição do progonista e consegue perceber o sofrimento de uma vida superficial que o dinheiro lhe trouxe, analisando a que ponto pode chegar a ganância e a que ponto a falta de controle pode levar o ser humano.

Para finalizar, não deixe de conferir esta bela obra, onde Bud Fox e Gordon Gekko parecem crianças iniciantes em Wall Street perto de Jordan Belfort, portanto, assista O Lobo de Wall Street e comprove isso.

Sobre Leonardo Caprara

Idealizador e fundador do site, tem profunda paixão pela música e pelo cinema, desbravando os mais diferentes sub-gêneros dentro destes dois maravilhosos nichos e procurando levar o melhor conteúdo para os fiéis leitores do Música e Cinema!

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