Conheça a história do Found Footage

A história do Found Footage é bem recente, sendo ela uma técnica de filmagem cinematográfica iniciada nos anos 80 pelo polêmico diretor Ruggero Deodato, em sua obra suprema, chamada Holocausto Canibal (Cannibal Holocaust). Sua ideologia tem muito a ver com a tradução de seu nome, que abertamente seria “filmagem encontrada”, nele um ou mais protagonistas são colocados com câmeras as mãos, para que de maneira o mais natural possível, possam retratar a história, fazendo com que ela pareça uma gravação “amadora”.

História do found footage: Ruggero Deodato

A história do found footage se mistura com a história de Ruggero Deodato, diretor italiano, que começou sua carreira assistindo Sergio Corbucci e Roberto Rossellini trabalharem, aprendendo muito com esses dois mitos italianos, pegando elementos dos famosos spaghettis de Corbucci e do neo-realismo de Rossellini.

História do found footage
Ruggero Deodato

Durante sua carreira, Deodato passou por fases onde produziu comerciais, comédias e ações (muito violentas, por sinal), até chegar no ano de 1977, quando lançou outro cultuado filme com temática canibal (este conhecido somente por fãs), chamado “Ultimo Mondo Cannibale”, que contou com Me Me Lai de protagonista e já mostrava as características do diretor.

Após suas mais diversas experiências, Ruggero chegou a Holocausto Canibal em 1979, onde pensou em dar um tom diferente, visto que o filme seria gravado na Amazônia, ele incluiu um novo método de filmagem, usado em grande parte do filme, onde são mostrados registros de câmeras de documentaristas, iniciando assim o found footage, conhecido por filmes como A Bruxa de Blair e Atividade Paranormal.

Holocausto Canibal (Cannibal Holocaust) – found footage

Holocausto Canibal é um dos filmes mais polêmicos da história, tendo uma controvérsia gigantesca em torno das mortes que supostamente seriam reais na obra de Deodato (algo que Ruggero comprovou que era mentira), principalmente no que envolve cenas com muito sangue, extremamente fortes e até a morte real de uma tartaruga, que desperta revolta até hoje de órgãos de defesa dos animais.

Holocausto Canibal found footage
Cena de Holocausto Canibal

No filme podemos destacar bem três etapas, na primeira uma equipe de pesquisadores vai em busca de respostas, em meio a selva amazônica eles tentam achar outra equipe, que anteriormente foi documentar a existência de tribos canibais no local.

Enquanto essa equipe avança, toda a fama do local começa a se tornar realidade, em um ambiente instável e hostil, que se torna pior quando são encontrados os rolos de filmagens da primeira equipe, que mostram atrocidades cometidas pelos pesquisadores. Essas imagens dos pesquisadores chocam a cada minuto, tendo muita realidade entorno.

Poster Holocausto Canibal

No final das filmagens da primeira equipe, não se sabe quem eram os monstros, aqueles americanos sádicos ou os canibais locais? Eis a questão principal do filme.

Dentro do mundo de Holocausto Canibal, as filmagens padrões e em found footage vão se misturando, tornando ele um dos filmes mais originais dos anos 80.

A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project) – found footage

A Bruxa de Blair (1999) também tem uma grande contribuição a história found footage, sendo inclusive o provável segundo melhor filme do estilo, perdendo apenas para Holocausto Canibal. Em A Bruxa de Blair tem-se uma jogada de marketing gigantesca, tentando torná-lo um filme baseado em fatos reais, mas que não passa de um pseudodocumentário.

A Bruxa de Blair found footage
Cena de A Bruxa de Blair

A Bruxa de Blair foi um dos filmes mais lucrativos da história, com baixíssimo orçamento e uma receita gigantesca, tudo isso devido ao mito que se estabeleceu em torno da história, que tem a presença do found footage em sua totalidade e um suspense muito maior do que em Holocausto Canibal, ficando com um final totalmente surpreendente.

Para a história do found footage, A Bruxa de Blair é quase um auge, pegando aquela ideologia iniciada por Deodato e se firmando como um sucesso mundial e inclusive servindo como base para outros filmes futuros, ou seja, existe uma sucessão cronológica no found footage, até se chegar aos “tempos modernos”.

Atividade Paranormal (Paranormal Activity) – found footage

Outro filme que contribuiu muito para a história do found footage é Atividade Paranormal, lançado em 2007, é considerado o filme mais lucrativo da história, pois assim como A Bruxa de Blair, teve um orçamento mínimo (cerca de 15 mil dólares) e lucros absurdos.

Sua história fica em torno de um casal, assombrado por algo maligno e tendo tudo retratado nas câmeras de vídeo manuais e instaladas na casa.

Atividade Paranormal found footage
Cena de Atividade Paranormal

Atividade Paranormal pega muito de A Bruxa de Blair, com aquela ideia de história real e um suspense bem profundo, que faz com que você sempre revise ao lado, para ter certeza de que está sozinho. O filme consegue assustar e consegue ter um bom desenvolvimento, tendo um forte papel na história do found footage pois o trouxe de volta a tona, assim como em 1999, quase dez anos depois consegue-se a volta.

Mas a história do found footage não para por ai, com Atividade Paranormal, começou-se o ressurgimento de A Bruxa de Blair na mídia e também o lançamento da mais filmes do gênero.

REC – found footage

REC é um filme espanhol, escrito e dirigido pelos famosos Jaume Balagueró e Paco Plaza, fazendo enorme sucesso mundial, ganhando inclusive logo um remake americano (que não fez tanto sucesso).

O filme segue a velha história do found footage, porém apela-se para algo que ainda não se tinha visto, como a presença de zumbis, que dominam um pequeno prédio, onde uma repórter vai acompanhar o corpo de bombeiros e logo fica presa.

REC found footage
Cena de REC

O filme gerou algumas continuações, que mostraram algo além, pois os zumbis viraram possuídos.

Todas essas obras e principalmente Ruggero Deodato são de extrema importância para o found footage, uma alternativa muito interessante para o cinema que se torna tão igual em alguns momentos.

 

Sobre Leonardo Caprara

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One comment

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