Philip Anselmo and the Illegals: foi mal, Phil. Fica pra próxima!

Phil Anselmo é um sujeito atarefado. É um dos músicos com mais projetos paralelos que se tem notícia. Além de ter adquirido fama e fortuna no finado Pantera, não satisfeito, ele fundou o Down (que atualmente é sua banda principal), além de Arson Anthem, Superjoint Ritual, Christ Inversion e outras; além disso, ele é proprietário fundador da gravadora Housecore Records. Haja tempo e paciência para administrar essa bagaça toda. Pois bem, mas pra ele ainda não estava bom. Por isso, entre um projeto e outro, ele arranjou um tempinho em sua agenda para encaixar mais um projeto: o Philip H. Anselmo and the Illegals. Com esta última empreitada, recentemente ele lançou o álbum Walk Through Exits Only. Com este lançamento, Phil tem recebido várias críticas, sendo algumas muito positivas, e outras nem tanto. A seguir, temos a resenha deste trabalho com exclusividade para o nosso Música e Cinema. Confira!

Resenha: Philip H. Anselmo & the Illegals – Walk Through Exits Only

Boa tarde, amiguinhos! Pois bem, recentemente noticiou-se na mídia especializada que o nosso querido Philip Hansen Anselmo, popularmente conhecido como Phil Anselmo, estava com um novo projeto. Uma nova banda que o próprio afirmava ser a maior grosseria em forma de música de que se tinha notícia. A mesma se chamaria Philip H. Anselmo & the Illegals. Com a notícia os fãs, incluindo este que vos escreve, entraram em polvorosa, pois um novo projeto envolvendo Phil dificilmente daria errado. O cara definitivamente tem a manha! Com a expectativa lá nas alturas, eis que tive acesso ao tão aguardado debut. Intitulado Walk Through Exits Only, lançado pela Housecore Records (gravadora de Phil), confesso que fiquei surpreso com o material, porém negativamente.

Walk Through Exits Only
a esquerda pra direita: Marzi Montazeri (G), Phil Anselmo (V), Jose Manuel Gonzalez (D) e Bennet Bartley (B)

Contendo oito faixas em aproximadamente 40 minutos, o que ouvimos no disco é uma sucessão de vocais sem muita variação, acordes de guitarra dissonantes, andamento quebrado ao extremo e uma produção bem simples mas eficaz. Começando com Music Media is my Whore (uma singela “homenagem” a indústria fonográfica), temos Phil com um vocal bastante agressivo, forçado até, declamando a letra enquanto Marzi Montazeri (guitarra) despeja uma avalanche de riffs e acordes bastante pesados, porém bem desconexos, acompanhados da bateria à la “marcha militar” de Jose Manuel Gonzales. Um início não muito empolgante. Battalion of Zero e Betrayed chegam na seqüência para esfolar os ouvidos pouco amaciados.

Walk Through Exits Only
Eu com o novo disco

Com um andamento mais HC com algo de noise, Phil berra como um alucinado enquanto a banda faz o pano de fundo para o atentado sonoro. Usurper Bastard’s Rant vem mesclando partes quebradas e mais lentas com outras mais rápidas e lineares, com guitarras muito pesadas e um vocal monocórdico de Phil Anselmo que não varia absolutamente nada, chegando a incomodar um pouco. Definitivamente neste registro ele não utilizou nem um terço de seu potencial. A faixa título vem a seguir, com início bastante acelerado que chega até a empolgar, mas descambando pra um ritmo mais  cadenciado da metade para o final, numa brusca mudança de andamento que compromete o desenvolvimento da canção. A noise Bedroom Destroyer (adorei esse título), até agora me soou a melhor do álbum. Agressividade, velocidade e um refrão repetido a exaustão que entram na cabeça a ponto de causar um colapso. Ótimo momento do disco! Chegando aos finalmentes, temos Bedridden, muito rápida, curta e agressiva. Uma bolachada bem dada na orelha! Concluindo o trabalho, temos uma viagem sonora das mais estapafúrdias com Irrelevant Walls and Computer Screens. São doze minutos de quebradeira, distorção e solos de guitarra e acordes dissonantes, culminando num clima meio Planet Caravan, que mais cansam a audição do que agradam.

Muito bem, qual o balanço geral do álbum? Trata-se de um disco regular, com muitos altos e baixos, carecendo de mais homogeneidade. Instrumental bem pesado e agressivo, com a banda executando sua parte com competência. O que mais incomodou foi a falta de variação nas vozes de Phil Anselmo. Ele praticamente canta o disco inteiro no mesmo tom, quase sem nenhuma variação. Até a metade do disco vai bem, mas este artifício cansa na metade final. A impressão que eu tenho como ouvinte e fã do vocalista é que ele fez um disco totalmente sem compromisso, de certa forma até desleixado. De repente esta era exatamente a intenção dele. Na verdade, trata-se de um músico extremamente talentoso que já não tem que provar mais nada pra ninguém, mas que nem por isso deve se esquecer da qualidade de seus trabalhos. Caso a banda ainda continue e venha a lançar novos trabalhos, é bom ter um pouco mais de cautela da próxima vez. Merece uma nota 5,0.

Pois é, Phil. Infelizmente, não foi dessa vez. Quem sabe numa próxima, champs!

Encontre a banda no Facebook.

Bedridden – Philip H. Anselmo & the Illegals

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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