Thanatomorphose: sem limite para o mau gosto

Thanatomorphose é um filme canadense produzido em 2012 e dirigido por Eric Falardeau. Contando com uma história (ahh, vá!) no mínimo inusitada, ele vem causando reações das mais diversas por onde é apresentado. Começando pelo título (significa basicamente “alterações da morte”) e passando pela estética de gosto duvidoso, posso afirmar ao estimado leitor do nosso querido Música e Cinema uma coisa: poucas vezes senti tanto asco, nojo e repulsa como ao assistir esse “filme”. Uma experiência que transcende o mau gosto e a bizarrice. Aqui é o fundo do poço sem volta mesmo! Confira a seguir a resenha deste opus à degradação humana.

Cartaz do filme.
Cartaz do filme.

 Thanatomorphose – sinopse

             Thanatomorphose é um substantivo francês que significa sinais visíveis da decomposição de um organismo,causada pela morte.Um dia a jovem e linda Laura acorda e descobre que a sua carne está apodrecendo…Ela se desespera com o ocorrido,e tenta de qualquer forma procurar ajuda,será que Laura conseguirá encontrar uma cura à tempo,antes que todo seu corpo seja contaminado ? Começa então um estranho e claustrofóbico conto de sexualidade,horror e fluidos corporais.

Kayden Rose se sentindo muito sozinha e precisando de um banho.
Kayden Rose se sentindo muito sozinha e precisando de um banho.

 Elenco:

  • Kayden Rose
  • Davyd Tousignant
  • Émile Beaudry
  • Karine Picard
  • Roch Denis Gagnon

  Resenha:

             Respeitado leitor de nosso humilde site: serei muito franco agora. Ainda estou levemente atordoado pela experiência insólita de assistir a esse atentado visual chamado Thanatomorphose. Posso dizer que não me impressiono muito facilmente. Desde criança fui exposto a todo tipo de violência cinematográfica, mas aqui atingimos um outro nível. Se a intenção do nosso amigão Eric Falardeau era chocar, causar repulsa, ódio, desgosto, sudorese, taquipnéia e taquicardia, posso afirmar que ele atingiu seu objetivo a contento.

Thanatomorphose

            Pois bem, o filme narra a história de uma moça (nem me pergunte o nome da fulana. O filme nem se preocupa em dizer), interpretada por Kayden Rose (em seu primeiro papel no cinema. Judiação!), que após uma intensa noite de sexo com seu namorado violento (Davyd Tousignant), começa a perceber pequenas alterações em seu corpo. A princípio, apenas pequenos hematomas nos ombros e costas, nada mais natural após uma noite de amor selvagem; todavia, com o passar dos dias, lenta e dolorosamente, a jovem começa a sentir os efeitos do que parece ser uma doença, praga, maldição ou o que quer que seja. Um processo degenerativo começa a tomar conta de seu corpo, literalmente causando sua putrefação.

            O filme não se preocupa em nenhum momento em esclarecer ao expectador como e porquê a moça ficou daquele jeito, tampouco tem diálogos ou uma trama mais complexa. Só mostra a mulher nua, andando do quarto para o banheiro, em seu pavoroso processo de degradação, começando pelas unhas, pele, cabelo, e assim por diante. Pra piorar ainda mais o clima, toda a ação é ambientada no apartamento da moça. Um lugar escuro, sujo, claustrofóbico, causando ainda mais desespero em quem se submete a assistir este circo de horrores. Pior ainda é quando nossa heroína começa a perder pedaços do corpo pelo caminho, como dedos, pele, etc., e pega todos eles, coloca-os em frascos com formol e os cataloga, com etiqueta, foto e tudo mais. Ahhh, moleque! Isso é que é organização!

Outro cartaz do filme, ainda mais pavoroso!
Outro cartaz do filme, ainda mais pavoroso!

            Outra seqüência que é um primor de bom gosto é quando a moça, já em adiantado estágio de putrefação, está deitada em sua cama se masturbando! É isso mesmo, eu não estou doido. Eu vi! Apodrecer viva é o de menos. O importante é colocar a bronha em dia!

            Pois bem, em um processo desses, dá pra perceber que o desfecho não deve ser dos mais agradáveis, mas deixarei que o próprio leitor constate os fatos (claro, se tiver colhões e estômago de aço para tal). O único ponto positivo que eu consigo enxergar nessa imundície toda são os efeitos visuais. É realmente muito impressionante o processo de putrefação da garota, tamanha a perfeição da maquiagem. Parece que ela está realmente apodrecendo. Um trabalho sensacional da equipe de efeitos visuais e maquiagem.

            Bem, pessoal, é isso. Nem tenho muito mais o que dizer a não ser uma coisa: não é um filme bonito e nem interessante. É algo só para perturbados mesmo, ou pra quem padece de curiosidade mórbida, igual esse infeliz que vos escreve.

Trailer:

[youtuber youtube=’http://www.youtube.com/watch?v=JwljAciwqlo’]

http://thanatomorphosefilm.com/home/

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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8 Comentários

  1. nossa, eu vi o filme! acho que ele segue a linha guinea pig1: apenas um exercício de necromaquiagem, num farrapo de estória!

    por outro lado um amigo meu que é psicólogo e também viu o filme, deu sua opinião de profissinal. Ele acha que a moça sofre de um transtorno psiquiátrico chamado Síndrome de Cotard. O transtorno mental, também conhecido como Síndrome do Cadáver Ambulante, faz com que a pessoa acredite estar morta, em processo de decomposição ou que simplesmente não existe.

    O apodrecimento dela é pura ilusão, mas ao acreditar nisso ela deixa de lado toda a “vida” normal, incluindo alimentação e higiene, afinal ela está “morta”! A reação de nojo e estupor do homem se deve ao fato dela estar magra e suja e não decomposta!

    A perda de membros pode ser ilusão também ou causada por auto-mutilação (um desejo inconsciente de “sentir algo”). Tal ato é apagado posteriormente da memória consciente, afinal ela não passa de um ser “morto”.

    Existem casos graves documentados onde o paciente para de comer á ponto de quase morrer de inanição! Pela análise do meu amigo, foi isso que aconteceu com ela! Depois de assassinar o homem ela perde o único contato com o exterior que poderia lhe salvar, se deixa levar pelo delírio á ponto de morrer de fome! Seus momentos finais de agonia são devido ao enfraquecimento do organismo, á ponto de estar em pele e osso! A decomposição máxima com ela “viva” se deu na mente dela, transtornada pela fome, em um último delírio! O resto foi o apodrecimento real dos restos mortais,a pós a morte real!

  2. Ricardo Leite Costa

    Nossa, cara. Comentário perfeito! Expressa com exatidão a coisa toda. Eu também cheguei a pensar que o que a moça tinha era pura alucinação dela, mas o filme não esclarece muito bem. De qualquer forma, é um filme pra causar repulsa no expectador.

  3. Estou com esse filme aqui mas ainda não o vi. Pelo que li no artigo penso que o filme “entrega o que promete”. Quem se propõe a vê-lo já imagina e espera o que encontrar, e é claro que nunca você vai encontrar bom-gosto numa produção TRASH…

  4. Um lixo, ver esse droga é ter a certeza de que perdeu preciosos minutos da sua vida em vão…..

  5. Thanatomorphose é um bom filme, existem filmes de terror bem piores do que esse.

  6. AMEI O FILME!! #SQN hauahduhsdfu
    A verdade é que eu fiquei boiando até a metade do filme e meu namorado assim como todo mundo deste post queria desligar desde o primeiro minuto pq já sacava q coisa boa ñ ia sair dali. Mas como eu sou Psicóloga e imaginava que teria alguma mensagem simbólica muito grande por trás de tanta nojeira fui movida pela curiosidade mórbida de assistir até o fim e pesquisei mais a respeito para ter mais autoridade em analisar. Talvez os produtores não conseguiram ou não quiseram dar as interpretações e significados das atitudes da protagonista de mão beijada, para que pudéssemos refletir um pouco. O problema é que o nojo domina e ninguém quer pensar em mais nada a não ser o tempo perdido kkk.
    O filme retrata uma doença (assim como o amigo rere ali de cima descreveu muito bem)denominada de síndrome de Cotard onde a pessoa é acometida por distúrbio psicótico e depressivo e pensa estar apodrecendo, não reagindo a estímulos exteriores nem a outras pessoas. Quem já ouviu essa frase: “Fulano é podre por dentro”? Imagina uma pessoa sem caráter, inescrupulosa, imoral ou alguém em estado de putrefação andando vivo por aí? Foi exatamente isso que o filme quis passar. Uma mulher (que não precisa e ñ deve ter o corpo de uma panicat já que a mensagem é a feiura do ser e não seu físico para os flapadores de plantão!!) começa a presenciar um vazio existencial tão intenso que alucina a podridão de seu ser.
    Eu imagino que o filme foi dividido em três capitulos (um mais insano que o outro) representado o fato de a síndrome apresentar três etapas de adoecimento. Na primeira etapa – Germinação – os pacientes sofrem crises de depressão psicótica e sintomas hipocondríacos (lembre-se que a protagonista tomava vários remédios e tinha um kit de emergência bem generoso rsrs). A segunda etapa – Florescimento- é caracterizada pelo desenvolvimento completo e explosivo da síndrome e os delírios de negação. A terceira etapa – Crônica – é caracterizada por delírios graves e depressão crônica.
    Li em várias resenhas que a morte se deu quando ela teve uma relação sexual com o namorado, parecendo até que adquiriu uma DST. Mas vale ressaltar que é após assumir que não quer mais esculpir que o apodrecimento interno começa vir à tona como se o trabalho fosse a única coisa que ainda mantinha o sentido de existência e este passa a ficar totalmente conturbado em sua mente. Ela “mata” pessoas próximas, faz uma busca ensandecida por prazer para tentar se sentir viva, não se sente merecedora de ajuda e prefere definhar sozinha.
    Esse filme mostra uma fantasia que todos nós vivemos na atualidade: que o reconhecimento trás vida mas sem ele na sociedade somos meros pedaços de carne que após sofrer por tanto prestígio e bens materiais irá apodrecer debaixo da terra!!
    FILME GENIAL!!! Não é para todos os gostos, não é qualquer um que entende, mas depois tirei o chapéu!

  7. Nao faço a minima ideia do que eu assisti, so acho que nao ha nenhum sentido nesse filme. Tudo que fala e de uma mina que ta apodrecendo, gosta de tomar banho mas nao sabe tomar e adora fuder.

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