Psicose: O maior suspense de Alfred Hitchcock

Psicose (Psycho) é um dos maiores clássicos do grande diretor americano Alfred Hitchcock, de baixo orçamento e lançado em 1960 o filme (preto e branco) conquistou um gigantesco público, polemizou e eternizou Norman Bates como um dos maiores loucos/psicopatas da história do cinema.

Psicose – O clássico de 1960

O filme é de uma complexidade incomparável, sua história cativa a cada instante, tem ritmo agradável e trilha sonora excelente, tornando cenas teoricamente leves em aterrorizantes somente com o bom uso da trilha sonora.

Sinopse: Depois de furtar 40 mil dólares na imobiliária onde trabalha, Marion (Janet Leigh) foge e acaba tendo que passar a noite em um motel na beira da estrada, mas não sabe que o lugar guarda seus segredos assustadores.

Psicose - um ícone do suspense de Hitchcock

Este hotel onde Marion se hospeda tem grandes segredos mesmo, um segredo que se arrasta do momento em que ela chega (ao motel) até o final do filme.

Após ela chegar no motel e alguns fatos acontecerem, algo muito curioso e interessante acontece, a troca de protagonistas, Marion sai de cena para Norman Bates assumir a frente do filme, o terrível psicopata fica ao comando com loucuras psicóticas e maternas que passam em sua cabeça.

Uma das cenas mais marcantes do cinema: Assassinato no chuveiro

O assassinato no chuveiro de Psicose é uma das cenas mais marcantes de toda a história do cinema, reproduzida infinitamente até hoje, de um perfeccionismo incrível a cena surpreende e “chocar” sem mostrar nenhum golpe real.

Nela Marion entra no banheiro e da descarga em algo que joga no vaso, só isso já causou grande polêmica, por mostrar uma cena dessas na época era algo muito imoral, depois ela entra em seu banho, fecha a cortina, liga a chuveiro e as câmeras vão girando, mostrando todos os ângulos, logo a câmera fecha da parede para fora, mostrando Marion em seu banho e uma sombra se aproximando da cortina, que logo é aberta e com uma faca ela é assassinada.

Na cena em nenhum momento é mostrada penetrações da faca no corpo dela, nenhum corte na pele, nada disso, apenas sangue escorrendo pela banheira (sangue feito com calda de chocolate) e as punhaladas do assassino(a).

A trilha sonora foi o fator máximo dessa cena, acompanhando o ataque com as facadas e Marion tentando de alguma forma escapar, até ela cair lentamente e a música ir acompanhando a sua morte, até ficar totalmente lenta e Marion morrer.

Vídeo: cena do assassinato no chuveiro

Preto e Branco e baixo orçamento:

Hitchcock na época era muito consagrado, mas topou fazer um filme de baixo orçamento, tinha cerca de 800 mil dólares, um valor extremamente baixo para o que se tornou o filme.

Então decidiu faze-lo preto e branco por achar que ficaria demasiadamente sangrento, esta escolha foi muito feliz e deu um toque especial ao filme, que no seu decorrer mostra a genialidade e característica de Alfred totalmente sem cortes.

Uma das partes contestadas é o final do filme em que acontecem explicações, muitos falam que foi desnecessária, mas se levarmos em consideração as características de Hitchcock veremos que é algo dele, ele tinha consigo o hábito de sempre explicar suas obras, assim como Kubrick já foi criticado por falta de explicações, são características pessoais, portanto em seu total o filme é brilhante.

 

Trailer Psicose (1960) – Alfred Hitchcock:

 

 

Imagens de Psicose:

Fotos do Filme Psicose psicose 4 Alfred Hitchcock em Psicose

 

psicose 2 Imagens de Psicose - 1960

Cenas de Psicose psicose 13 psicose 14

Sobre Leonardo Caprara

Idealizador e fundador do site, tem profunda paixão pela música e pelo cinema, desbravando os mais diferentes sub-gêneros dentro destes dois maravilhosos nichos e procurando levar o melhor conteúdo para os fiéis leitores do Música e Cinema!

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