Patria: Black Metal nacional padrão escandinavo

Mais uma banda vem se destacando no mercado extremo nacional e mundial. Com cinco álbuns no currículo, o Patria faz bonito em seu mais novo trabalho, o magnífico Individualism. Esqueça Cradle of Filth, Dimmu Borgir e aquele “Black Metal” hollywoodiano repleto de pompa e circunstância, com ausência total de peso e agressividade. Aqui o negócio é primitivo, bruto e feroz como exige o estilo. É disso que o povo gosta!

            Confira agora, em primeira mão no MEC, a resenha deste belo lançamento. Leia, curta e compartilhe. Sua opinião é muito importante.

Patria: Individualism (Indie Recordings – importado/2014) 

 Uma brisa gélida vinda das densas florestas da Noruega sopra em meus ouvidos ao me deparar com esse novo opus da perversão musical das artes negras. Isso aqui é puro e autêntico Black Metal escandinavo, só que produzido aqui no nosso Brasil varonil. O Patria tem todo o “approach” necessário para se destacar no setor, e posso me arriscar a dizer que esse novo trabalho, intitulado Individualism, é a chave da porta de entrada para o seleto hall das grandes bandas do Metal negro e maléfico.

Patria e músicos convidados.
Patria e músicos convidados.

            Oriundos de Carlos Barbosa/RS e na ativa desde 2008, a dupla formada por Triumphsword (vocal) e Mantus (demais intrumentos) apresenta em sua sonoridade uma grata influência do que há de melhor no setor mais amaldiçoado da música pesada. Marduk, Darkthrone, Mayhem, Burzum, Dark Funeral, entre outros, se fazem presentes aqui, só que acrescidos de uma garra e determinação típicos das formações nacionais, gerando um trabalho honesto e de qualidade a toda prova.

            Mantus emprega em sua guitarra aquela sonoridade ardida e cortante, com fraseados velozes e harmoniosos, acompanhados da cozinha muito precisa. Quem ouvir o disco todo e não se informar, vai achar que é uma banda de uns quatro músicos no mínimo, tamanha a competência instrumental do sujeito. Triumphsword não inventa muito nos vocais, fazendo aquele típico rasgado/vomitado, casando perfeitamente com a proposta abordada pela dupla. Aquela simplicidade que faz tanta falta nas bandas atuais do estilo.

Publicidade de divulgação  para o novo álbum "Individualism"
Publicidade de divulgação para o novo álbum “Individualism”

            Lançado pela Indie Recordings da Noruega (nada mais propício) recentemente, o trabalho é composto por onze canções bastante homogêneas, destacando-se a tétrica introdução Individualism, passando por Blood Storm Prophecy, a violenta Uncrowned God of Light, Catharsis e Your Rotten Heart Dies Now.

            Outro aspecto bastante chamativo é a arte gráfica, que reproduz uma espécie de versão macabra da capa do Coma of Souls do Kreator, o que não deixa de ser uma bela homenagem. Não sei se foi proposital, mas ficou muito bacana!

            Atenção nesses caras. Make up your face, worship satan and banging!

Nota: 9,0

Formação:

 

  • Mantus (guitarra, baixo, bateria e teclados)
  • Triumphsword (vocal)

 Faixas:

 

  1. Individualism
  2. Blood Storm Prophecy
  3. Uncrowned God of Light
  4. Outrage
  5. Orphan of Emptiness
  6. Far Beyond the Scorn
  7. Catharsis
  8. Epiphany
  9. Your Rotten Heart Dies Now
  10. God’s Entombment
  11. Requiem for the Ego

  

Contatos:

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Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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