Os 20 maiores álbuns do Metal

Introdução:

            Lista de melhores do ano, melhores da década, melhores da história, melhores da galáxia, existem em todos os setores, e não seria diferente aqui no nosso Música e Cinema. Obviamente, a presente lista reflete a opinião do autor, não necessariamente a do site. Sinceramente, não sei se a maioria dos leitores vai concordar com a lista, mas ela serve não só pra expressar o meu gosto pessoal, mas também como forma de indicação para uma boa audição e fonte de informação para os jovens fãs que estão começando nessa vida. São álbuns de qualidade inquestionável, verdadeiras obras de arte do segmento, e que fizeram (e ainda fazem) a minha alegria.

            Espero que a leitura seja prazerosa e que traga momentos de bom entretenimento, assim como foi para mim elaborá-la. Bom divertimento!

A lista:

1. Pantera: Vulgar Display of Power

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Já demonstrei por aqui o imenso carinho e afeição que tenho por esse disco. Após ouvi-lo, nunca mais fui o mesmo. Não é para menos, afinal, estamos diante de um petardo dos mais avassaladores. Mouth for War, Walk, Fucking Hostile, This Love, e todas as outras faixas falam por si só, sem precisar de nenhuma introdução. São considerados por muitos como os precursores do Groove, cortesia da guitarra de concreto de Dimebag Darrel. Nem vou falar mais nada! Escute e agradeça a Deus por não nascer surdo.

2. Metallica: Master of Puppets

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Uma banda no seu ápice de criatividade e competência, dando forma ao Thrash mais visceral, servindo de referência pra todo mundo que se diz headbanger. O “mestre dos bonecos” açoitava o ouvido de quem se submetia a ele, e como isso era bom. Master of Puppets, a “falsa” balada Welcome home (Sanitarium) e Damage Inc. formam a verdadeira síntese do Thrash Metal e dificilmente serão superadas. Este é o último disco gravado pelo Deus das quatro cordas (e é escrito com maiúsculo mesmo, pois o cara era abençoado) – Cliff Burton -, antes de partir de forma trágica como todo mundo sabe.

O Metallica pode vir a lançar mais 500 discos, porém jamais conseguirá ao menos se equiparar com isso aqui.

3. Napalm Death: From Enslavement to Obliteration

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Meu ingresso no mundo da música extrema e, justamente por isso, tão importante pra mim. Minha primeira impressão ao ouvir isso aqui foi de total desprezo. Achei um lixo (bate na boca!), porém, ao me adentrar mais a fundo no mundo de caos e desordem do gênero, percebi que este era um clássico em toda a sua magnitude e me redimi totalmente pela heresia que havia cometido. Os pais do grindcore disparam 22 tiros em pouco menos de meia hora, que causam mais estrago que muito tsunami, terremoto e outros desastres naturais por aí. Lucid Fairytale, Blind to the Truth, Mentally Mudered, e a estarrecedora Evolved as One são o que há de mais bruto e ignorante neste universo. A música jamais foi a mesma depois disso aqui.

 4. Cannibal Corpse: The Bleeding

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Uma exaltação a degradação humana, à violência e a brutalidade é o que temos aqui. Letras que fariam um serial killer correr pro colo da mamãe, aliados a um instrumental pesadíssimo e preciso, que traziam ao Death Metal uma carga extra de bestialidade. Começava aqui uma corrida desenfreada pelo primeiro lugar no pódio da chucrice musical. Cris Barnes (vocal), em seu último trabalho ao lado da banda, desempenha o que é provavelmente o seu registro vocal mais abjeto, sujo e nefasto em toda sua carreira, sempre com a colaboração eficaz de seus companheiros Jack Owen (guitarra), Rob Barret (guitarra), Alex Webster (baixo) e Paul Mazurkiewics (bateria). Fucked With a Knife, Pulverized e The Pick-Axe Murders destacam-se em meio a toda a imundície. Perfeito!

5. Skid Row: Slave to the Grind

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Os afilhados do Bon Jovi mostram neste álbum que nem só de farofa-fa vive o Hard Rock. Tião Bach e sua trupe conseguiram a perfeita harmonia entre o peso do Heavy Metal e a urgência e clima festeiro do Hard/Glam, criando um disco empolgante do início ao fim. Riffs e solos inspirados de Dave “Snake” Sabo e Scott Hill; o baixo marcante de Rachel Bolan e as viradas perfeitas de Rob Afuso na bateria, criam o ambiente oportuno para Sebastian Bach soltar o gogó, e que garganta tem esse cara! Monkey Business, Slave to the Grind, Psycho Love, a lindíssima balada Wasted Time, e a quase punk Riot Act são as provas cabais do imenso talento desse time em entreter platéias. Uma pena que essa formação não existe mais!

6. Guns ‘n’ Roses: Appetite for Destruction

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É possível uma banda criar um álbum com 12 clássicos perfeitos? Sim, é possível. O G’n’R está aí pra provar essa tese. Muito distante da caricatura patética que é hoje, a banda era o exemplo máximo de atitude e energia nos idos dos anos 80, causando um verdadeiro caos pelos palcos que passavam. O disco já causava impacto logo pela capa, e com as canções não era diferente. Mr. Brownstone (supostamente falando sobre o vício em heroína); Welcome to the Jungle; a música mais conhecida da carreira da banda, Sweet Child O’mine e It’s so Easy, são frutos de muita dedicação de uma banda destinada ao sucesso, sempre amparados pela bela produção de Mike Clink. O maior e melhor trabalho dessa banda e que dificilmente será superado. Imperdível!

7. Ramones: Rocket to Russia

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O terceiro disco do quarteto de Nova York é, muito provavelmente, um dos álbuns que eu mais ouvi na vida. Quando o conheci, era só isso que eu escutava, e não é para menos, afinal, vai ser empolgante assim lá no CBGB. Com músicas muito curtas, refrãos que grudam como cola no cérebro, e acordes simplórios, Joey (vocal), Johnny (guitarra), Dee Dee (baixo) e Tommy (bateria) foram um dos precursores do chamado punk rock, juntamente com os ingleses do Sex Pistols e Clash. Impossível sair incólume com Cretin Hop, Rockway Beach, I Don’t Care, Sheena is a Punk Rocker e Teenage Lobotomy. Você vai cantarolar até num velório!

8. Carcass: Necroticism Descanting the Insalubrious

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Ahhh, vá! Não é a mesma banda! Foi exatamente isso que pensei quando ouvi pela primeira vez esse grande disco. A anos-luz de distância da tosquice gore/splatter de Reek of Putrefaction, a banda revolucionou o cenário, criando uma sonoridade técnica, rebuscada até, com melodia acentuada e peso absurdo. O conteúdo lírico é basicamente aquele mesmo: um verdadeiro compêndio médico-legal; a diferença gritante é em relação aos músicos. Como puderam evoluir tanto em tão pouco tempo? Não sei, mas conseguiram criar com isso um verdadeiro petardo, um dos melhores de todos os tempos. Inpropagation, Corporeal Jigsore Quandary, Symposium of Sickness e Carneous Cacoffiny estão aí para provar isso.

 9. Morbid Angel: Covenant

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Uma das bandas mais emblemáticas da cena Death Metal da Flórida, atingindo status de cult na música pesada. Em seu terceiro disco de estúdio, reduzido a um trio (por conta da saída do guitarrista Richard Brunelle), em um arroubo de criatividade absurda, criaram um verdadeiro opus de música violenta, perversa e satânica. O vocal de David Vincent está mais cabuloso do que nunca, bem como seu baixo; Trey Azaghthot continua com suas excentricidades, mas ainda assim um guitarrista fabuloso, e Pete Sandoval eu nem perderei tempo elogiando. Todo mundo sabe quem é ele e do que é capaz. Pain Divine é uma lindeza de bonita!

10. Slayer: Reign in Blood

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O que posso dizer sobre essa obra que já não foi exaustivamente dito? Isso aqui é a pura personificação do mal em forma de Thrash Metal dos bons! Um dos discos mais influentes de todos os tempos, sendo referência para toda banda extrema que se preze. Lançado em 86, ele possui a maior coleção de clássicos concentrados em um único lugar. Duvida? Então tome Angel of Death, Raining Blood, Piece by Piece, Altar of Sacrifice, Necrophobic, entre outras, que farão até um defunto bangear frenéticamente. Todo fã de música extrema fiel precisa ter isso na coleção.

 11. Autopsy: Severed Survival

 Autopsy (USA) - Severed Survival

Death Metal clássico, com forte acento Doom, primando mais pelo peso do que pela velocidade. Esse é Severed Survival, primeiro álbum da banda e, cá entre nós, que bela forma de iniciar a carreira. Aqui encontramos música pútrida para paladares refinados! Clássicos do underground do quilate de Charred Remains, Service for a Vacant Coffin, Ridden With Disease e Embalmed ainda fazem um belo estrago nas apresentações da banda. Uma banda sensacional e um álbum perfeito.

 12. Terrorizer: World Downfall

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Esse aqui seria necessário um artigo só pra ele, tamanha a sua importância na história da formação do subgênero mais desgraçado e anticomercial da música pesada: o grindcore. Formada por verdadeiros figurões do estilo, tais como Pete Sandoval (bateria/Morbid Angel), o finado Jessé Pintado (guitarra/Napalm Death), David Vincent (baixo/Morbid Angel) e Oscar Garcia (vocal/Nausea), não poderíamos esperar outra coisa a não ser um dos melhores petardos da extremidade sonora de que já tivemos notícia. Lançado em 89 e produzido pelo mago das podreiras, Scott Burns, temos aqui 16 faixas em pouco mais de meia hora que fazem toda a diferença. Clássicos absolutos como Corporation Pull-in, After World Obliteration, Storm of Stress, Fear of Napalm e Strategic Warheads deveriam servir de lição obrigatória pra muita bandinha metida a besta por aí. O melhor grindcore, da melhor banda e do melhor disco.

 13. Biohazard: State of the World Address

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Toda a violência e os problemas da grande metrópole transportados para o hardcore, como forma do mais autêntico protesto. O Biohazard, em seu terceiro trabalho, demonstra total habilidade na arte de unir o hardcore com o hip-hop, criando um verdadeiro manifesto metálico. Tales from the Hard Side, Five Blocks to the Subway e How it Is (com participação de Sen Dog do Cypress Hill) funcionam bem demais como um todo. Banda inspirada em momento marcante de carreira.

 14. Deicide: Legion

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Uma banda que nasceu e cresceu afundada em polêmicas, principalmente graças ao seu simpático vocalista (o maior fanfarrão da via láctea, Glen Benton) que, graças às suas declarações estapafúrdias, se manteve sempre em evidência. Deixando as controvérsias de lado, trata-se de uma banda excepcional, composta por músicos talentosíssimos e, por conta disso, criadores de álbuns de destaque no universo extremo. Legion é o melhor deles! Um álbum que é uma espécie de marca registrada da cena americana do Death Metal. Repleto de verdadeiros hinos do Metal satânico, ainda hoje é um álbum muito cultuado pelos fãs. Pra mim, esse é o auge da banda. Satan Spawn – The Caco Daemon, Dead But Dreaming, Trifixion e Behead the Prophet corroboram com isso.

 15. Fear Factory: Demanufactory

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A mistura de Death Metal com sonoridades eletrônicas e samples sempre soou meio indigesta pra mim, porém, o Fear Factory tornou possível a coexistência entre os estilos, tornando-se um dos fundadores do que viria a ser denominado de Metal Industrial. Incorporando as guitarras pesadíssimas de Dino Cazares, o vocal hora gutural, hora melódico de Burton C. Bell à nuances mecânicas e eletrônicas, temos um álbum brutal, que acaba saindo do lugar comum justamente por não ter medo de ousar. A cozinha de Christian Olde Wolbers (que se tornaria guitarrista futuramente, após a saída temporária de Dino) no baixo e a precisão cirúrgica de Raymond Herrera na bateria, segurava as pontas com força. Self Bias Resistor, Zero Signal, Replica, e o cover da banda inglesa Head of David, Dog Day Sunrise, figuraram por muito, mas muito tempo no meu aparelho de som.

 16. S.O.D.: Speak English or Die

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Uma das maiores lendas surgidas no Metal em um disco que funcionou como o botão de “start” do Crossover. Outras bandas já tentavam isso, mas foi com o S.O.D. que obtivemos a consolidação do subgênero. Também, com uma formação que unia Dan Lilker (baixo/Nuclear Assault, Brutal Truth, entre milhões de outras), Scott Ian (guitarra/Anthrax), Charlie Benante (bateria/Anthrax) e Billy Milano (M.O.D.), só poderíamos esperar pelo melhor em peso, agressividade e atitude. O primeiro álbum desse super projeto transpirava honestidade, garra e descontração, pois não se levavam a sério em nenhum momento. Seus shows eram verdadeiros campos de batalha, com moshs insanos e stage divings que desafiavam a morte. March of the S.O.D., Kill Yourself, Chromatic Death, Fist Banging Mania, e o hino de toda uma geração, United Forces, são verdadeiros gritos de guerra de uma legião de headbangers contra as tendências e os modismos que teimavam em resistir. A batalha estava apenas começando. Podem passar mil anos, mas esse trabalho nunca será esquecido. O mundo necessita de mais bandas como essa.

17. Obituary: The End Complete

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Esse foi o primeiro álbum da banda ao qual eu tive acesso e me impressionou muito logo na primeira audição. Juntei as moedas do busão e do cafezinho e tratei logo de comprar meu vinilzão. Pena que hoje ele deva estar em algum sebo mequetrefe, sendo vendido por R$ 1,99. Lamentos e desilusões a parte, esse é um disco que ocupa posição de destaque maior em minha coleção, não só por ser um petardo em toda sua exuberância, mas por conter um diferencial de peso nesse gênero: o vocal de John Tardy. Sou ouvinte e fã de inúmeras bandas do estilo, porém todas (ou quase todas) pecam no quesito vocal, pois são muito semelhantes entre si; porém, aqui no Obituary isso nunca foi um problema, pois nosso querido John tem um timbre de voz único, inigualável e bruto ao extremo. Bastam alguns segundos de audição e já conseguimos identificar a banda. Além disso, nesse disco contamos com uma banda de primeira linha, que sabe como ninguém criar toda aquela aura diabólica perfeita para John aterrorizar os fãs incaltos. Ouça I’m in Pain, Back to One, Dead Silence e In the end of Life e presencie o resgate do mal em toda sua forma.

18. Helmet: Betty

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Um quarteto formado por jovens que, a julgar pela aparência, pareciam aqueles nerds cdfs, phds em física quântica, e virgens, porém, quando plugam os instrumentos, podemos perceber que é só aparência mesmo. Mas que puta disco pesado do inferno! O som é meio difícil de descrever, mas situa-se no meio caminho do Rock’n’roll, com algo de alternativo, punk e hardcore. Não entendeu patavina, né? Não esquenta, pois isso é o que menos importa. A sonzeira cavalar come solta em Wilma’s Rainbow, Milquetoast, Biscuits for Smut, Street Crab, e em todas as outras dez faixas que compõem o trabalho. E não se deixe enganar pela capa bonitinha e nada a ver (uma bela moça sentada em um bonito gramado, com um cesto de flores nas mãos), pois isso aqui é uma chucrice em forma de disco. Altamente recomendado!

19. Extreme Noise Terror: Retro-bution

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Tudo de melhor na música extrema encontramos aqui: hardcore, crust, grind e punk, unidos em prol da diversão. Esse álbum do E.N.T. funciona como uma espécie de coletânea, abrangendo belas canções como Raping the Earth, Bullshit Propaganda, a mega clássica Work for Never, Lame Brain, entre tantas outras. O time formado na época por Dean Jones (vocal), Darren “Pig Killer” Olley (bateria), Lee Barrett (baixo), Ali Firouzbahkt (guitarra), Phil Vane (vocal – R.I.P.) e Pete Hurley (guitarra – R.I.P.), estava no lugar certo e na hora certa em termos de porradaria sonora. Fizeram história e ainda continuam na ativa, espero eu que ainda por muito tempo.

 20. Pungent Stench: Been Caught Buttering

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Nem só de valsa vive a Áustria, mas também de podreira splatter/gore da melhor qualidade. Esse é um disco que transpira podridão, imundície e chorume por todos os poros, começando pela capa, mostrando um momento de muito carinho e afeto entre duas cabeças em decomposição (uma obra doentia de Joel Peter Witkin), além das letras repletas de bizarrices mil. Tudo aqui é pra chocar! Talvez por isso seja tão bom. Jacek Perkowski (baixo), Martin Schirenc (vocal e guitarra) e Alex Wank (bateria), demonstram ter seguido a risca a cartilha do professor Carcass e do professor Impetigo com toda a perversão emanada em Shrunken and Mummified Bitch, Games of Humiliation, And Only Hunger Remains, Sputter Supper e Sick Bizarre Defaced Creation. Uma pena que a banda mudou um pouco o foco após esse disco, incorporando novas influências que descaracterizaram consideravelmente sua sonoridade. Ríspido e brutal ao quadrado!

Obs.: Os álbuns estão posicionados de 1 a 20, porém isso não significa a ordem de sua importância. Naturalmente, muitos álbuns ficaram de fora, pois seria impossível listar todos os melhores de todos os tempos. Seria uma lista de mais de 200. Espero que curtam e deixem seus comentários, pois isso é muito importante para nós. Abraço a todos. Se cuidem!

 

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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