Meatal Ulcer: música extrema para ouvidos extremos

Como pode uma dupla fazer tanto barulho em tão pouco tempo? Pois bem, esses dois malucos australianos conseguiram o que parecia impossível. Seu primeiro trabalho completo (anteriormente lançaram duas demos e três splits), intitulado Why Won’t it Die e lançado em 2013, é um festival de deselegância e barbaridade em forma de pequenas canções.

            Sem mais prolixidade, confira agora a resenha de mais essa pérola do underground, com exclusividade aqui, no seu Música e Cinema.

 Meatal Ulcer: Why Won’t it Die (resenha)

 Quando se trata de música extrema, podemos constatar uma coisa: nunca se atinge o ápice. Sempre há barreiras a serem transpostas. É o que acontece com esse Meatal Ulcer. Essa banda de Melbourne (Austrália) formada por Leo (programação, guitarra e vocal) e Jack (programação, guitarra e vocal) faz o que existe de mais podre, imundo, nojento e asqueroso em termos de sonoridade extrema – um brutal Death Metal com forte acento Goregrind -, algo que já foi feito por gente do calibre de Last Days of Humanity, Dead Infection, Carcass (antigo), Regurgitate (antigo), só que elevado à décima potência. A banda não tem compromisso algum com a harmonia e a melodia. Dúvida que isso seja possível? Então ouça a esse Why Won’t Die e surpreenda-se!

Brutal arte da capa de "Why Won't Die", primeiro  'full lenght' da banda
Brutal arte da capa de “Why Won’t it Die”, primeiro ‘full lenght’ da banda

            O primeiro full lenght desta banda, lançado em setembro de 2013, reúne em 16 faixas as guitarras mais pesadas, sujas e distorcidas tocadas pelo homem, além de samples com ruídos e chiados que causam desespero no ouvinte, além de uma bateria programada que martela umas 200.000 vezes sem parar em cada canção, causando um misto de emoções e reações a quem se submete a “apreciá-lo”. Acrescente a tudo isso um vocal guturalíssimo que mais parece uma privada sendo desentupida e está feita a festa. É música feia feita para ouvidos calejados e experientes.

            São faixas de curta duração (a mais longa tem pouco mais de dois minutos. As restantes raramente ultrapassam um minuto), e títulos como Smellbourne Mass Murder Festival, P.U.D. (Peptic Ulcer Disease), Botched Colostomy Reversal, Why Won’t it Die e Hipsters Die in a Revolting Door poderiam ser considerados os destaques em meio a essa esbórnia toda, cumprindo a contento sua função de fritar bulas timpânicas.

            Pra quem é fã dessas vertentes mais extremas da música underground (assim como esse que vos fala), pode ir sem medo de ser feliz; caso contrário, corra como o diabo da cruz.    

 Nota: 8,0

 

Formação:

  • Jack (programação, vocal e guitarra)
  • Leo (programação, vocal e guitarra)

 

Faixas:

 

  1. Intro (pleasure and pain) (02:07)
  2. Smellbourne Mass Murder Festival (00:28)
  3. Kill the C.O.W. (00:52)
  4. P.U.D. (Peptic Ulcer Disease) (00:34)
  5. Suicidal Fail (00:31)
  6. Endone (00:41)
  7. Botched Colostomy Reversal (00:53)
  8. School Bus Explosion (00:25)
  9. Why Won’t Die (00:53)
  10. Intermittent Claudication (00:40)
  11. Blame the Fire on Numbnuts (00:46)
  12. Hipsters Die in a Revolting Room (00:40)
  13. Simulated Heart Attack (01:02)
  14. Puerperal Fever (00:41)
  15. Candida Timebomb 00:49)
  16. Megacolon (00:37)

Contatos:

http://meatalulcer.bandcamp.com/

 https://www.facebook.com/rampant.thrush?fref=ts

 

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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