Korzus: a legião do Thrash Metal

A maior lenda do Thrash Metal nacional completa 31 anos de bons serviços prestados à comunidade headbanger lançando Legion, seu mais novo álbum de estúdio. Um disco maduro, agressivo e empolgante, e não era pra ser diferente, afinal, o Korzus é referência máxima nesse quesito e merece toda a nossa admiração.

            A seguir você confere o parecer do Música e Cinema acerca deste belo registro. Divirta-se!

 Korzus: Legion (Voice Music nac./ 2014) – resenha

Capa de "Legion", mais novo trabalho do Korzus.
Capa de “Legion”, mais novo trabalho do Korzus.

Se pudéssemos definir o Thrash Metal em apenas uma palavra, essa palavra seria Korzus. Apesar de soar exagerada, seria a colocação perfeita. Comemorando 31 anos de carreira, o quinteto de São Paulo honra suas raízes metálicas com louvor em Legion, seu sexto álbum de estúdio, e aqui eu devo fazer um adendo: nunca uma banda soou tão verdadeira e autêntica em um novo lançamento quanto esse pessoal. Dá a impressão de que acumularam três décadas de ódio e violência e resolveram liberar tudo em um único disco.

            Legion personifica a mais pura essência Thrash oitentista, embalados por uma produção soberba, que realça sobremaneira o peso das canções, tornando-as ainda mais impactantes. A produção correta de nada adiantaria se a banda não entendesse completamente do riscado, e o Korzus é PhD nesse assunto. A dupla de guitarristas Antônio Araújo e Heros Trench (também o produtor do álbum) conduzem alguns dos melhores riffs e solos da história da banda, com uma roupagem moderna e pesada, mas sempre fiéis às suas características originais. Marcello Pompeu chega a intimidar tamanha a sua ferocidade nos vocais. Aquele vocal já característico da banda, porém com uma dose extra de intensidade. A cozinha é simplesmente a melhor da atualidade, com o veterano Dick Siebert comandando as quatro cordas com maestria, apresentando uma timbragem “gorda” e encorpada do instrumento, e Rodrigo Oliveira “amaciando” caixas e bumbos como nenhum outro já conseguiu fazer. Um espetáculo de garra, precisão e técnica exacerbada, o tornando seguramente o melhor baterista do Thrash nacional e um dos melhores do mundo nesse setor.

Korzus (esq. pra dir.): Antônio Araújo (guitarra), Dick Siebert (baixo), Marcello Pompeu (vocal), Heros Trench (guitarra) e Rodrigo Oliveira (bateria)
Korzus (esq. pra dir.): Antônio Araújo (guitarra), Dick Siebert (baixo), Marcello Pompeu (vocal), Heros Trench (guitarra) e Rodrigo Oliveira (bateria)

            Reunindo treze faixas em aproximadamente cinqüenta minutos, temos em Legion alguns bons exemplos de como moer pescoços em apenas uma audição. Os destaques são muitos, pois todas as composições são bastante eficazes e empolgantes em sua proposta. É impossível sair ileso às duas primeiras, Lifeline e Lamb, composições repletas de groove, peso, velocidade e refrões marcantes. Não poderiam ter iniciado melhor o registro. Six Seconds vem a seguir e nela temos um trecho que antecede o refrão e retrata em poucas palavras o sentimento ao ouvirmos o disco: sounds like fury, feels like hate, breaking your necks, it’s the Metal faith. Tá explicado, não é mesmo? Destacam-se também Vampiro (a música mais veloz do disco e cantada em português. Pouco mais de dois minutos de brutalidade e velocidade insana); Die Alone, Purgatory e Bleeding Pride. Talvez a única faixa que se sobressai negativamente, não por ser ruim, mas por ser um tanto diferente em relação às demais é a própria faixa título. Um tanto longa para os padrões do Korzus (quase oito minutos de duração), Legion tem um andamento lento, com algumas influências mais modernas em sua sonoridade, que a tornam um pouco cansativa da metade para o final, mas ainda assim é uma boa canção.

            Uma banda com toda a importância histórica que tem o Korzus merecia um disco com todo esse potencial. Um álbum de destaque em sua trajetória e que pode ser considerado o seu trabalho mais completo. O disco definitivo da banda tem nome: Legion. Adquira agora ou morra poser!

Nota: 9,5

Formação:

  • Marcello Pompeu (vocal)
  • Dick Siebert (baixo)
  • Heros Trench (guitarra)
  • Rodrigo Oliveira (bateria)
  • Antônio Araújo (guitarra)

 Faixas:

  1. Lifeline (04:09)
  2. Lamb (02:19)
  3. Six Seconds (04:45)
  4. Broken (04:16)
  5. Vampiro (02:31)
  6. Die Alone (03:17)
  7. Apparatus Belli (01:15)
  8. Time Hás Come (04:48)
  9. Purgatory (03:12)
  10. Self Hate (04:17)
  11. Bleeding Pride (03:32)
  12. Devil’s Head (03:30)
  13. Legion (07:30)

Contatos:

http://www.korzus.com.br/

https://www.facebook.com/korzus.brazil.3?fref=ts

https://myspace.com/korzus

      

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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