Killer be Killed: o novo ato de Max Cavalera

Introdução:

            O novo projeto de Max Cavalera vem chamando a atenção dos fãs pelo mundo afora. Formado por músicos bastante conhecidos no meio, o Killer be Killed acaba de finalizar seu primeiro registro auto-intitulado.

            Contando com uma sonoridade moderna e pesada, Max e seus companheiros mostram a que vieram em onze composições recheadas de Thrash, Groove, Hardcore e alguns momentos mais experimentais, que certamente escreverão mais um capítulo importante na trajetória desses reconhecidos músicos.

            Confira agora, com máxima exclusividade aqui, a crítica de mais esse tão esperado lançamento. Max não para nunca, e o Música e Cinema também não. Divirta-se!

Capa do primeiro álbum do Killer be Killed
Capa do primeiro álbum do Killer be Killed

 Killer be Killed: Killer be Killed (resenha)

 Muito se especulou sobre o novo projeto de Max Cavalera. Já há algum tempo ouvimos falar sobre uma nova “super banda”, que além do próprio Max, incluía também o baixista do Mastodon – Troy Sanders -, Greg Puciato (vocal do Dillinger Scape Plan) e Dave Elitch (bateria, ex-The Mars Volta). Pois bem, o grupo em questão atende pelo nome de Killer be Killed (aliás, um belo nome), e acabam de lançar seu primeiro disco auto-intitulado.

            Esclarecidos os fatos e levando em conta todos os envolvidos, o que poderíamos esperar em termos de sonoridade? O melhor do Thrash/Groove Metal, não é mesmo? Sim e não, meus amigos. Apesar de Max não precisar de nenhuma apresentação e de ter talento de sobra, evidenciado em praticamente tudo que se propõe a fazer, o que encontramos nesse primeiro trabalho do quarteto é aquele “mais do mesmo”, sem nenhuma novidade digna de nota; além disso, a semelhança com Machine Head (principalmente a fase Supercharger e Burning Red) chega a ser impressionante em algumas passagens. Existem elementos de Soulfly, de Fear Factory, um pouco de Mastodon e até um “ventinho” de Slipknot, mas a banda de Robb Flynn é a maior homenageada por aqui. Se isso foi intencional ou não, não se sabe, mas o que pode ser afirmado com exatidão é que, em muitos momentos, a semelhança chega a incomodar. Não que o MH seja uma banda ruim, muito pelo contrário, mas não precisamos de mais um (já chega o “chupim master” do Ektomorph, que merecia um processo por plágio).

            Outro aspecto a ser ressaltado é o vocal de Greg. Cadê aquela gritaria insana que ele apresenta com tanta autoridade no Dillinger Scape Plan? Aqui, o vocal dele é sempre naquela toada monocórdica, meio melódica, com poucas variações. As melhores partes acabam sendo aquelas em que Max dá o ar da graça, embora elas sejam escassas no álbum. Troy executa seu vocal também, naquele estilo “mastodôntico” de ser, correto e como já estamos acostumados a ouvir. Acredito que se ele (Greg) fosse o único vocalista, cantando naquele estilo que lhe é tão peculiar, acrescido de uma sonoridade, digamos, mais autêntica, a coisa fluiria muito melhor.

Killer be Killed (da esq. pra dir.): Dave Elitch (bateria), Max Cavalera (vocal e guitarra), Greg Puciato (vocal e guitarra) e Troy Sanders (baixo e vocal)
Killer be Killed (da esq. pra dir.): Dave Elitch (bateria), Max Cavalera (vocal e guitarra), Greg Puciato (vocal e guitarra) e Troy Sanders (baixo e vocal)

            É um disco ruim? De forma alguma! É pesado? Sim, bastante! É um time que esbanja talento, muito competente em suas respectivas funções, agraciados por uma produção exemplar, e que só pecou por não investir mais na diversidade de estilos. Faltou ousadia. Faltou aquele temperinho especial. Em muitos momentos, o que ouvimos aqui é um som calcado naquelas bandas de Metalcore, que infestam o planeta e que surgem a cada minuto. Muitas são espetaculares, mas a grande maioria é cópia requentada do MH e, batendo na mesma tecla: pra que mais um clone? Sinceramente, eu esperava algo bem distante do Soulfly ou do Cavalera Conspiracy, mas não foi o que eu observei . A minha concepção é a seguinte: se um músico monta um novo projeto, subentende-se que ele queira explorar novos horizontes, novas nuances e estruturas, e não fazer novamente algo parecido com o que ele já fez com supremacia em sua banda principal.

            Entre mortos e feridos, salvam-se Face Down (refrão arrepiante de Max), Melting of my Marrow, Curb Crusher e Dust into Darkness, que infelizmente são muito pouco perante o poder de fogo desse pessoal. Uma estréia morna, que espero sinceramente que seja revertida em um próximo lançamento. Competência não falta para isso.

 Nota: 7,0

Formação:

 

  •         .Greg Puciato (vocal e guitarra)
  • Troy Sanders (vocal e baixo)
  • Max Cavalera (guitarra e vocal)
  • Dave Elitch (bateria)

 Faixas:

 

  1. Wings of Feather and Wax
  2. Face Down
  3. Melting of my Marrow
  4. Snakes of Jehova
  5. Curb Crusher
  6. Save the Robots
  7. Fire to Your Flag
  8. I.E.D.
  9. Dust Into Darkness
  10. Twelve Labors
  11. Forbidden Fire

 

 Contatos:

 https://www.facebook.com/KillerBeKilledMusic

 https://soundcloud.com/johnnywylde/killer-be-killed-wings-of

[youtuber youtube=’http://www.youtube.com/watch?v=eJE_V3QACRk’]

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

Veja Também!

bomba

Vídeo: Show do Rammstein com “homem bomba” gera polêmica com muçulmanos

Participando do Rock in Vienna, na capital austríaca, a banda Rammstein utilizou sua famosa pirotecnia …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *