Keep it Hellish: o novo e mais pesado álbum do Hellish War

O trabalho do Hellish War dispensa comentários, sendo uma das maiores bandas do cenário do heavy metal brasileiro, coroando seu grande trabalho com o CD Keep it Hellish, o quarto álbum de estúdio da banda, que faz um resgate na musicalidade desenvolvida desde 1995, agora com a entrada do potente vocalista Bil Martins, que deu um tom diferente as músicas.

Logo o tocar no CD, você sente o que está por vir, vendo primeiramente uma capa muito bem desenhada, que resgata o famoso guerreiro Guillis, presente também no primeiro álbum de estúdio da banda, o Defender of Metal (2001).

No encarte estão presentes as letras da banda, tudo num fundo vislumbrante, além de imagens que mostram bem a temática da banda.

keep it hellish

Logo na abertura temos a faixa de nome homônimo ao do álbum, onde Bil Martins já monstra que não está para brincadeira, executando toda sua potência vocal em música com um refrão muito marcante, mostrando também que pode se adequar as músicas que já estavam compostas pela banda no momento de sua entrada, substituindo o também ótimo vocalista Roger Hammer.

Na sequência vem The Challenge, que lembra muito o rock europeu oitentista, contando com uma abertura forte de guitarra, uma linha de contra-baixo bem evidente e a bateria dando um ritmo fundamental, além de Bil Martins que novamente vai muito bem.

hellish war

Em Fire and Killing lembra-se muito do Demoniac, com um ritmo mais desacelerado, mas uma potência de guitarras que faz lembrar a banda da Nova Zelândia.

O álbum se desenvolve muito bem, tendo em Masters of Wreckage sua música mais pesada, se encaixando perfeitamente na alta sonoridade produzida, seguida Battle At Sea, outro hit que mostra a nova fase da banda.

Para finalizar as 10 faixas de Keep it Hellish, temos a música mais longa do álbum, The Quest, que inicia-se com uma introdução de quase 2 minutos, que conta com riffs e solos pesados, seguido pela entrada da linha vocal e mais aproximados 7 minutos de desenvolvimento desta complexa música.

Considerações finais: um álbum que mostra toda a seriedade e paixão do trabalho do Hellish War, mais maduro que aquele primeiro lançamento e ainda sim com uma pegada incrível e ainda mais pesado, merecendo todo o respeito. Com o novo vocalista, que não demonstra ser novo, muito pelo contrário, faz um belo trabalho, a musicalidade não foge da características da banda e a cada instante prende quem está ouvindo este ótimo álbum.

NOTA: 9,5/10

Faixas:

1- Keep It Hellish

2- The Challenge

3- Reflects On The Blade

4- Fire And Killing

5- Masters Of Wreckage

6- Battle At Sea

7- Phantom Ship

8- Scars (Underneath Your Skin)

9- Darkness Ride

10- The Quest

Banda:

Bil Martins (vocal)

Vulcano (guitarra)

Daniel Job (guitarra)

JR (baixo)

Daniel Person (bateria)

Sobre Leonardo Caprara

Idealizador e fundador do site, tem profunda paixão pela música e pelo cinema, desbravando os mais diferentes sub-gêneros dentro destes dois maravilhosos nichos e procurando levar o melhor conteúdo para os fiéis leitores do Música e Cinema!

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