Kappa Crucis: um tributo ao rock progressivo

Formada na década de 90 na cidade de Apiaí, interior do estado de São Paulo, o Kappa Crucis alcançou certo reconhecimento no underground nacional após o lançamento de cinco demos que foram bem elogiados por jornalistas na época.

            O primeiro álbum, intitulado Jewell Box, foi lançado em 2009, reunindo algumas composições das demos lançadas anteriormente, além de alguns temas inéditos. O disco obteve várias resenhas positivas e recebeu críticas favoráveis da imprensa especializada.

Kappa Crucis (da esq. pra dir.): F. Dória (bateria e vocal), R. Tramontin (baixo, backing vocals), A. Stefanovitch (teclados, vocais) e G. Fischer (vocal)
Kappa Crucis (da esq. pra dir.): F. Dória (bateria e vocal), R. Tramontin (baixo, backing vocals), A. Stefanovitch (teclados, vocais) e G. Fischer (vocal)

            Animados com a repercussão do trabalho, após um longo processo de composição, alguns shows e muita dedicação, lançaram no início deste ano o segundo trabalho de estúdio, Rocks. Com influências marcantes de rock progressivo setentista e rock clássico, o disco mostra uma banda dedicada, com cada integrante executando sua parte com precisão.

            Confira a seguir a resenha deste novo trabalho do grupo, com exclusividade aqui, no seu Música e Cinema.

 Kappa Crucis – Rocks (resenha)

            O Kappa Crucis presta um verdadeiro tributo ao rock progressivo setentista em Rocks, seu mais novo trabalho. O quarteto formado por F. Dória (bateria e vocal), G. Fischer (guitarra e vocal principal), R. Tramontin (baixo, vocal de apoio) e A. Stefanovitch (teclados, vocal de apoio) pratica uma miscelânea de estilos dos mais variados. Um som rico, repleto de nuances e texturas, que tem como base principal a sonoridade de bandas clássicas do Rock progressivo, tais como Deep Purple, Yes, Uriah Heep, Jethro Tull e até algo de Police.

"Rocks", novo álbum do Kappa Crucis
“Rocks”, novo álbum do Kappa Crucis

            Soando pesado, porém introspectivo e intimista em certos momentos, sempre com teclado e baixo em evidência, o grupo demonstra grande competência e entrosamento nas dez canções que compõem o trabalho, com destaque para What Comes Down, Invisible Man, Flags and Lies (com sua pegada mais heavy) e Between Night and Day.

            Pois bem, apesar de ser um álbum muito bem produzido e com execução brilhante dos músicos, devo advertir que é uma sonoridade de difícil assimilação logo de imediato devido à complexidade das músicas, portanto só é indicado para os verdadeiros fãs do estilo proposto.

            Uma boa banda que merece uma ouvida. Se é sua praia, pode ir sem medo.

 Nota: 7,0

 Faixas

  1. What Comes Down
  2. Mecathronic
  3. School of Life
  4. Invisible Man
  5. Strange Soul
  6. Flags and Lies
  7. Nobody Knows
  8. Between Night and Day
  9. When the Legs are Wheels
  10. The Braves and the Fools

 Contatos

www.kappacrucisband.com

www.myspace.com/kappacrucis

 www.facebook.com/kappacrucisband

 www.youtube.com/kappacrucisband

                                     

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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