Horrendous: mais música horrenda para o metal da morte

O Horrendous é uma jovem banda americana da Philadelphia que pratica o bom e velho Death Metal. Aquele sem invencionices ou experimentalismos desnecessários, apenas o necessário “metal da morte”. Lançaram em 2009 a sua primeira demo, intitulada Sweet Blasphemies, obtendo alguma repercussão local, e em 2012 saiu seu primeiro ‘full lenght’, The Chills, um álbum avassalador que tem tudo que o fã de música extrema necessita: peso absurdo, alguma melodia, vocais aterradores e agressividade extrema. Conheci o grupo somente agora, mas achei seu primeiro trabalho tão bom que merece uma resenha mais apurada.

Horrendous: Jamie Knox (bateria), Damian Herring (guitarra e vocal) e Matt Knox (guitarra e vocal).
Horrendous: Jamie Knox (bateria), Damian Herring (guitarra e vocal) e Matt Knox (guitarra e vocal).

            A seguir, você confere com exclusividade aqui no Música e Cinema, uma análise mais detalhada de mais este excelente trabalho. Senhoras e Senhores: com vocês….Horrendous!

  Horrendous: The Chills – resenha

            O nome da banda, juntamente com a arte da capa (uma bela ilustração de um abismo com um feixe de luz cortando o céu ao fundo, em uma paisagem bastante desoladora) já indica o terreno em que estamos pisando: Death Metal, mas o autêntico e original. Aqui não temos blast beats insanos e velocidade da luz, com milhões de acordes e riffs despejados a cada segundo no seu ouvido. O negócio do Horrendous é bem outro, o verdadeiro “metal da morte” em sua mais pura essência. Nossa, e como isso é bom!

horrendous-thechills

            O trio da Philadelphia / E.U.A., formado por Jamie Knox (bateria), Damian Herring (vocal e guitarra) e Matt Knox (vocal e guitarra), deve ter derretido a vitrola com muito Autopsy, Entombed, Dismember, Asphyx e Death, e aprenderam como ninguém a lição. Lançado em 2012 e contendo nove faixas em pouco mais de quarenta minutos, o debut da banda chamado The Chills veio para fazer a alegria dos death bangers tradicionais avessos a muitas firulas. Com guitarras pesadas, mas com aquele timbre sujo e cortante das bandas suecas, bateria reta e marcante, andamento mais cadenciado e vocal idêntico ao do Martin Van Drunen (Asphyx), o álbum é uma coleção de pérolas do verdadeiro Death old school como nós tanto adoramos. E tome sapatadas como The Womb, Altars, The Somber (desolate winds) (lindíssima! Imagine um Autopsy com participação de Martin Van Drunen no vocal. Nada melhor que isto, né?) e Fleshrot.  Uma verdadeira celebração ao mal supremo em forma de música.

            Em um mar de bandas genéricas e derivativas, é muito gratificante ver uma banda com apenas quatro anos de atividade e começando com um trabalho desse nível. Fico só imaginando o estrago que vem pela frente. Competência e garra eles já demonstraram ter de sobra, resta apenas continuarem no caminho certo que ainda vamos ouvir falar muito deles.

            Eu vi o futuro do Death Metal e ele se chama Horrendous!

Nota: 9,0

*Agradecimentos ao amigo Thiago Vakka e ao site Intervalo Banger pela indicação.

Formação:

  • Jamie Knox (bateria)
  • Damian Herring (guitarra e vocal)
  • Matt Knox (guitarra e vocal)

       Faixas:

  1. The Womb
  2. Ripped to Shreds
  3. Altars
  4. The Somber (Desolate Winds)
  5. Fleshrot
  6. The Ritual
  7. Fatal Dreams
  8. Sleep Sickness
  9. The Eye of Madness

 

Vídeo de “Fleshrot”

[youtuber youtube=’http://www.youtube.com/watch?v=4gMxB-i6o6E’]

 

Contatos:

https://www.facebook.com/HorrendousDeathMetal?fref=ts

 

 

 

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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