Gutterballs: uma forma inovadora de executar o trabalho

Olá, caros leitores do nosso Música e Cinema.

O slasher é um subgênero do horror que se tornou muito conhecido desde o final da década de 70. Já foram produzidos dezenas de milhares de filmes do gênero, e todos eles com praticamente o mesmo enredo: assassino mascarado persegue e trucida jovens inocentes. Seguindo esta premissa, já surgiram os mais notórios psicopatas do cinema, destacando entre eles Jason Vorhees (Sexta-Feira 13), Freddie Krugger (A Hora do Pesadelo), Michael Myers (Halloween), Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica), Ghostface (Pânico), isso só para citar os mais conhecidos. Todos eles com suas características e modus operandi peculiares, embora não fujam muito das facadas, machadadas, golpes certeiros de moto-serra, picaretadas, tesouradas, e toda sorte de objetos contundentes, porém aqui a coisa é um pouco diferente…

Gutterballs é um filme estadunidense produzido em 2008 e dirigido por Ryan Nicholson. Nele encontramos um assassino que faz uso de uma ferramenta de trabalho um tanto quanto original, trajado com uma indumentária sui generis, perseguindo e matando jovens distraídos (aliás, é sempre assim).

A seguir, o nobre leitor confere a resenha deste curioso trabalho, sempre com exclusividade para o Música e Cinema. Quando eu pensava que já havia visto de tudo…

Gutterballs (2008): Sinopse e elenco

Sinopse:Um tradicional boliche se torna um banho de sangue quando um assassino mascarado vai matando todos os participantes com uma brutal eficiência.

Gutterballs - Cartaz

Elenco:

Alastair Gamble (Steve)

Candice Lewald (Lisa)

Danielle Munro (Julia)

Jeremy Beland (Ben)

Jimmy Blais (Sam)

Mihola Terzic (Sarah)

Nathan Dashwood (AJ)

Nathan Witte (Jamie)

Seraphina Bardeaux (Hannah)

Scott Alonzo (Dave)

Stephanie Schacter (Cindy)

Trevor Gemma (Patrick)

Wade Gibb (Joey)

Gutterballs – resenha

Como todo fã do cinema de horror, principalmente dos banhos de sangue promovidos nos slashers da vida, geralmente procuro assistir a todos do gênero, principalmente os mais obscuros. Há alguns dias atrás, em uma das minhas pesquisas pela internet em sites especializados, eis que me deparo com esse tal de Gutterballs. Eu nunca havia nem ouvido a simples menção desse título; a capa, bastante chamativa, ilustrava um pino de boliche ensangüentado com uma mão prestes a agarrá-lo. Deixando me levar pela curiosidade mórbida, resolvi assisti-lo e, misericórdia, pense num negócio absurdo!

gutterballs - filme

A narrativa (que narrativa?) mostra dois grupos de jovens: um composto por idiotas encrenqueiros; outro composto por também idiotas, mas que só querem se divertir. Ambos os grupos disputam um campeonato de boliche (aliás, a história toda se passa dentro do recinto), e como em toda disputa, principalmente de idiotas, rola uma discussão e briga entre os rapazes. Steve (Alastair Gamble), líder do grupo de brigões, leva uma surra e ainda tem o pé ferido por uma bola de boliche. Putão da vida, ele sai esbravejando e jurando vingança. Pra descontar a raiva em algum coitado, ele e sua quadrilha pegam a jovem Lisa (Candice Lewald), que é do grupo rival, e a espancam e estupram violentamente, numa seqüência bastante incômoda (chegam a penetrá-la com um pino de boliche, tudo sendo mostrado com a câmera bem próxima e sem cortes!).

Após o fatídico episódio, os jovens retornam para continuar o jogo e, um a um, vão sendo dizimados pelo assassino, em um festival de sangue e tripas. Aliás, todas as mortes são de uma brutalidade absurda. O diretor não teve medo de mostrar em detalhes o desfecho das vítimas. E dá-lhe crânio esmagado, olhos perfurados, gargantas cortadas, e até a confecção de uma vagina em um travesti (só vendo pra acreditar. Tudo ao vivo e em cores!). Pois bem, e o que me chamou bastante a atenção foi a forma de agir e de se vestir do psicopata. Em uma cena de um casal transando no chão do banheiro, ambos estão praticando um saudável e sempre bem vindo 69, inclusive com close da moça engolindo o pênis do rapaz, ou seja, violência extrema e sexo explícito tudo junto no mesmo filme? Fala se não é o seu sonho se concretizando? Então, enquanto os dois estão curtindo a manobra sexual, o assassino chega e prensa os dois, um contra o outro, matando-os sufocados com os respectivos órgãos sexuais em suas bocas; em outra cena, ele espanca um jovem com um pino de boliche, para depois estuprá-lo com outro pino de boliche em forma de estaca, o qual ele carrega em sua cintura como se fosse um revólver! Fala se não é original demais? Eu, particularmente, nunca vi isso na vida, e olha que eu já perdi a conta de quantos slashers eu já assisti. E a conclusão te faz perceber que o mal espreitava em vários lugares simultaneamente.

gutterballs - cena

Execuções à parte, o figurino do assassino é algo a ser discutido também. O cara tem a capacidade de usar um uniforme de boliche, no caso uma camisa preta e branca, acompanhado de calça preta e sapatos apropriados para a prática do jogo, e uma máscara simplesmente ridícula, que nada mais é que uma bolsa de couro, daquelas de carregar as bolas de boliche, com dois furos para os olhos. É muito mais engraçado do que propriamente assustador.

Contando com atuações risíveis, elenco inexpressivo, violência absurda, linguagem pesadíssima (pra cada palavra dita tem 2 “fucks”, “bitches”, “shits”, etc. Nunca vi tanto palavrão em um filme só) e sexo beirando o explícito hardcore (peitos, bundas, pênis e vaginas aparecem com muita naturalidade), Gutterballs certamente fará a alegria dos fãs das vertentes mais toscas do cinema. É ruim de doer, mas vale uma conferida. Abraços e até a próxima, meninada!

Trailer Gutterballs

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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