Gotthard, Hammerfall e Edguy – Uma noite inesquecível para Porto Alegre

Com a previsão de início dos shows para as 17:00hrs e com ingressos esgotados, a maior banda da Suíça (segundo Tobias Sammet), o Gotthard iniciava a sua apresentação pontualmente com a intro “Let Me In Katie” seguida de “Bang!” (Bang! – 2014). Os suíçoss atingiram o primeiro ponto alto da apresentação com “Master of Illusion” (Domino Effect – 2007) seguida de “Feel What I Feel”, a segunda parte que impressionou o público foram nas quatro finais “Starlight” (Firebirth – 2012) seguida do cover “Hush” (de Billy Joe Royal mas, imortalizada pelo Deep Purple), “Lift U Up” e por último “Anytime Anywhere” fecha a apresentação com chave de ouro.

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O calor na capital e ainda maior no interior do Opinião não foi o suficiente para fazer o público se conter para os shows posteriores, o Gotthard surpreendeu muitos e mostrou que tem cacife para fazer parte de um cast com as duas principais. Vale ressaltar a empolgação dos músicos e principalmente do vocalista Nic Maeder, chamou o público muitas vezes durante a apresentação agitando e mostrando que o calor não seria um problema para ele, definitivamente a banda fez valer a pena para quem deu atenção.

O Hammerfall iníciou a apresentação com “Hector’s Hymn”, canção que possuí um vídeo super produzido digno de Hollywood. A banda de cara ergueu o público faminto que os aguardava desde sua última apresentação em Porto Alegre em 2007. O gupo já de cara apresenta “Any Means Necessary” e “B.Y.H”. As canções com coros empolgam todos presentes, tornando a festa já completa antes mesmo da apresentação da última banda. Outra trinca valiosa foi executada no meio do repertório com “Let the Hammer Fall”, “Renegade” e “The metal Age”. Vale ressaltar a homenagem do público durante a canção “HammerFall”, onde um metaleiro na grade joga no palco o martelo do Chapolin Colorado e Joacim Cans (vocalista) faz o gesto de martelada, simbolizando o ídolo das telinhas brasileiras. A banda ainda fez um biz com os clássicos “Templars of Steel” e fecha com “Hearts on Fire” onde leva o público ao delírio.

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Após a última, ouvia-se a casa inteira gritando o nome da banda como quem queria muito mais. O som estava perfeito, deve-se se dar destaque para a dupla de guitarras, Pontus Norgren e Oscar Dronjak roubaram muitas vezes a cena com suas presenças de palcos únicas, sempre muito animados e executando seus solos de forma impecável. Joacim também surpreendeu com a execução perfeita das suas partes. Em fim, um show memorável no qual os headbangers aguardavam a sete anos.

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Quando achava-se que o público já apresentava os primeiros sinais de cansaço devido ao desgaste causado pelo calor, iniciou-se a introdução e as luzes se apagaram pela última vez. Entra então o Edguy com as duas das melhores músicas do seu novo álbum, “Love Tyger” e “Space Police”. Após estas duas pancadas, Tobias Sammet avisa o público que mesmo estando com um novo álbum, o show terá diversas músicas antigas da carreira do Edguy, o que reflete em vários gritos de exautação. Dito isso, a banda toca dois clássicos absolutos: “All The Clows” e “Superheroes”. Na sequência, a banda executa a última música do disco novo no show, “Defenders Of The Crown”.

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Em meio a todas as músicas o divertido grupo soltava suas piadas, como por exemplo a de que este era “o show mais quente da carreira deles”, como dito por Tobias. Depois de uma das antigas, “Vain Glory Opera”, tivemos um solo um tanto divertido de Felix Bohnke, com direito a marcha imperial e um solo de flauta doce todo desafinado (risos). Logo após o solo, a banda volta para executar as duas últimas: “Ministry of Saints” e “Tears of a Mandrake”, o que deixa o público muito animado, tratando-se dos clássicos que são.

Com as luzes apagadas o público gritava por mais uma música quando Sammet volta para dizer que irão tocar um clássico aqui no Brasil, por se tratar de uma história em um voo para o mesmo. “Lavatory Love Machine” é tocada então com todo seu clima divertido e o show fecha com mais um clássico, “King of Fools” e as palavras de Sammet com a promessa de que irão voltar a Porto Alegre no futuro.

Devemos dar os parabéns pela organização da produtora Abstratti, tudo ocorreu 100% bem e pontualmente, tanto que o Edguy iniciou sua apresentação por volta de 20:30hrs e no cronograma estimava-se para as 21hrs.

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Sobre Luiz Negrini

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas, é o tipo de cara que chega para resolver, assume a frente e faz. Com fortes ideais e voz ativa funciona melhor a noite, torce para o Internacional, é baterista e respira as vertentes do Rock.

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