Evil Dead: Um grande clássico do horror na era dos remakes

A Morte do Demônio (Evil Dead) é um filme americano de terror lançado em 1981, dirigido por um jovem Sam Raimi, na época um ilustre desconhecido, e estrelado por Bruce Campbell. Narra as desventuras de um grupo de jovens que vão para uma cabana no meio da floresta com o intuito de ter alguns momentos de diversão e descanso em meio à natureza, porém lá só encontrarão morte e destruição. Tudo graças ao Necronomicon, o livro dos mortos. Trata-se de um livro confeccionado de carne e pele humanos, escrito com sangue, onde estão descritos passagens e rituais satânicos de invocação do mal supremo. Ao escutarem as gravações desses rituais, acidentalmente liberam uma entidade deqmoníaca poderosíssima e, um por um, vão sendo possuídos e mortos, num verdadeiro banho de sangue e violência poucas vezes vistos no mundo da sétima arte. Trata-se de um clássico do horror gore, filmado com recursos escassos e com efeitos especiais bastante precários, mas muito eficientes, possuindo uma grande legião de fãs ardorosos pelo mundo afora (eu entre eles).

Evil Dead e o remake

Pois bem, completando 32 anos desde seu lançamento, e sendo um filme bastante cultuado no meio, nada melhor que homenageá-lo com um remake digno de sua grandeza, com efeitos especiais de ponta e direção de um fã do original. Quando fora anunciada a nova versão, todos os fãs (inclusive eu) torceram o nariz, pois não haveria a menor necessidade de mais um remake descartável só pra encher prateleira de locadora. Jamais ele atingiria a magnitude e o impacto da produção original, mas não é bem assim…

evil dead 2013 poster

Evil Dead (A Morte do Demônio) de 2013 chegou para o desespero de uns e a alegria de outros. Dirigido pelo cineasta uruguaio Fede Alvarez (em seu primeiro longa metragem. Olha o risco!!), produzido pelo próprio Sam Raimi (aí sim!!), e estrelado por atores pouco conhecidos, como Jane Levy, Shiloh Fernandez, Jessica Lucas, Lou Taylor Pucci e Elizabeth Blackmore, foi lançado em abril de 2013 nos cinemas, obtendo críticas bastante positivas pela maioria dos expectadores. Apesar de ser considerado um remake, em minha opinião ele deve ser considerado como uma seqüência do original, pois revela fatos que ocorreram no passado e o roteiro, apesar das semelhanças, não relata exatamente a mesma história e nem possui os mesmos personagens do original.

evil dead

Na nova versão, temos um grupo de jovens formado por Mia (Jane Levy), David (Shiloh Fernandez), seu irmão; Nathalie (Elizabeth Blackmore), sua namorada, e os amigos Eric (Lou Taylor Pucci) e Olivia (Jessica Lucas). Mia é uma jovem traumatizada pela morte da mãe e acabou se tornando viciada em drogas. Como parte de seu tratamento de desintoxicação, o grupo resolve se isolar numa cabana no meio da floresta pra mantê-la longe do vício. Tudo corre bem até que, durante uma vistoria pela cabana, encontram um livro estranho, todo embalado e amarrado com arame farpado (o maldito Necronomicon), com instruções para não ler; porém, como o ser humano é curioso por natureza, Eric abre o livro e começa a ler as passagens descritas, o que é suficiente para libertar o demônio que estava aprisionado na floresta. Fragilizada pela abstinência, Mia é a primeira a ser possuída pelo espírito maligno, numa cena semelhante à do original, porém sem o mesmo impacto. O que se vê após o ocorrido é a possessão dos jovens, um por um, das formas mais grotescas possíveis. Cabe a David, o único que não fora possuído, lutar pela sua sobrevivência e tentar salvar a sua irmã das garras do mal, tudo culminando para o banho de sangue (literalmente) no final.

evil dead cena clássica

Confesso que achei esta versão bastante convincente, com cenas de violência bastante gráficas (a cena de Nathalie tentando se livrar da “infecção” é antológica, bem como a cena de Olívia no banheiro. Não entrarei em detalhes, pois não sou eu quem vou estragar a surpresa). Hoje em dia é muito comum o uso indiscriminado de efeitos digitais nas cenas violentas, o que felizmente não é o caso aqui. Fede Alvarez tentou manter um clima old school à produção, utilizando-se de maquiagem muito bem feita e aplicando os recursos digitais em menor escala, somente para dar um reforço aos efeitos visuais. O filme obteve a censura máxima na maioria das salas de exibição do mundo, o que já era de se esperar. Por ser seu primeiro trabalho como diretor em um longa metragem, até que Fede Alvarez se saiu muito bem, pois o filme é bem direto e dinâmico, prendendo a atenção e causando até alguns sustos durante a exibição. O filme original tinha uma veia trash e até mesmo cômica bem latente (cortesia do sensacional Bruce Campbell), o que não é o caso aqui. Aqui não tem graça nenhuma, é brutalidade da grossa o tempo todo! Cumpre seu papel com louvor.

Evil Dead remake

Em um mar de lançamentos descartáveis e remakes risíveis, Evil Dead merece destaque. Dispa-se do preconceito besta e desfrute de um dos melhores filmes de horror dos últimos tempos. É a diversão ideal para um domingo em família com a criançada! Especula-se uma seqüência para 2015. É esperar pra ver. Grande abraço a todos e até a próxima!

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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