Crítica: A Menina Que Roubava Livros

A aguardada estréia de A Menina Que Roubava Livros finalmente aconteceu, onde mais uma vez tivemos uma adaptação frustrada da literatura para o cinema. Numa trama superficial e desorganizada, a boa atuação de Sophie Nélisse como Liesel Meminger consegue salvar um pouco do que parece ser uma grande decepção.

A Menina Que Roubava Livros é uma adaptação do livro homônimo, que narra a história de Liesel, uma garota que teve de ser dada para adoção para sua própria proteção contar o regime nazista, perdendo seu irmão e achando nos livros um grande refúgio, além é claro de seus grandes amigos, que conseguem lhe manter mais viva e com esperanças de que tempo melhores vão aparecer para o terrível momento vivido na Europa.

A ideia original é ótima, porém com uma história tão complexa corria-se o risco de acontecer justamente o que prejudicou o filme, a superficialidade, onde temos personagens coadjuvantes muito interessantes, porém mal explorados, deixando assim uma lacuna gigantesca em meio a um bom enredo e razoáveis atuações gerais.

A Menina Que Roubava Livros

Roubar livros na verdade não é o tema principal, nem mesmo podemos considerar Liesel uma grande ladra, onde ela apenas busca nos livros, nas palavra, na imaginação, um grande refúgio contra todo o mal que acerca ela e seus amigos, falando em amigos, a amizade é um grande tema também, onde fica aquela grande lição de valorize os verdadeiros amigos, já que eles são poucos.

A crítica negativa é exatamente pelo potencial da história, onde sabíamos que ela tinha potencial para muito mais, entretanto mesmo com diversas falhas e falta de exploração específica e muito pontual, perde-se um pouco do brilho. Para aqueles que conseguiram ler o livro, a história se mostra apenas um síntese de todo o contexto e fica de fácil entendimento, para os que ainda não leram, fica a dica, uma leitura que esclarecera muito sobre o filme e principalmente sobre todo o momento e sofrimento vivido por Liesel.

Cena menina que roubava livros

Em questões técnicas, não trata-se de um filme ruim, pois bem atuações variando de boas para razoáveis e uma direção muito consistente, porém peca muito na parte do roteiro.

Nota: 5/10

Sobre Leonardo Caprara

Idealizador e fundador do site, tem profunda paixão pela música e pelo cinema, desbravando os mais diferentes sub-gêneros dentro destes dois maravilhosos nichos e procurando levar o melhor conteúdo para os fiéis leitores do Música e Cinema!

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