Crítica | Dunkirk – É bom? Devo assistir?

Christopher Nolan é um dos poucos diretores que consegue ser o centro das atenções em tudo que faz. Motivo de uma gigantesca polarização (amado e odiado com a mesma intensidade), ele mostrou mais uma vez os motivos de estar no topo.

Se você pensa que os temas relacionados a Segunda Guerra Mundial já estão desgastados, Dunkirk chega como um respiro criativo. Trata-se de uma narrativa intensa, descentralizada e embalada por um trabalho fantástico de Hans Zimmer.

Dunkirk é uma das boas surpresas de 2017. Um filme que acima de tudo é emocionante. Nolan cria cenas belíssimas, de extrema sensibilidade e interpretação do drama da guerra.

Dunkirk – 2017

Direção: Christopher Nolan
Elenco: Fionn Whitehead, Jack Lowden, Harry Styles, Aneurin Barnard, James d’Arcy, Barry Keoghan, Kenneth Branagh, Cillian Murphy, Tom Hardy, Mark Rylance.
Gênero: Drama
Duração: 1h47
Nacionalidade: EUA, França, Reino Unido e Holanda.

O contexto histórico acompanha a Evacuação de Dunquerque, realizada através da Operação Dínamo, quando soldados de diversos países aliados precisavam ser resgatados após perderem a frente de batalha para o Eixo. Trata-se do início da Segunda Guerra Mundial, quando os avanços nazistas eram constantes, principalmente na França, um dos principais alvos após o domínio da Bélgica.

Bodega Bay

Nolan poderia criar um filme apenas com a tensão na praia. Poderia fazer um filme sobre tensas navegações para chegar em Dunkirk. Poderia fazer muitas coisas. Mas o que ele faz é mostrar diferentes ângulos.

Em Dunkirk, com sede, fome e medo, Tommy (Fionn Whitehead) busca escapar de qualquer forma. Convocado para o resgate, Mr. Dawson (Mark Rylance), um civil brintânico, tenta ajudar os patriotas com seu barco de lazer. No ar, Farrier (Tom Hardy) tenta a todo custo parar os aviões inimigos que bombardeiam barcos e os pontos de fuga dos aliados.

Para acompanhar tudo isso, o diretor ignora a organização temporal. Diferentes momentos são alternados e vão se interligando de maneira brilhante. Se no início o filme pode parecer confuso, com poucos minutos já é possível entender a profundidade da história.

Em termos de fotografia, Hoyte Van Hoytema dá um toque refinado. De um convés escuro e assustador a belas e claras imagens, tudo fica muito bem trabalhado.

DunkirkAcompanhando a ótima equipe técnica, Hans Zimmer dispensa apresentações. A trilha sonora do filme é parte fundamental do sucesso. Seja em uma praia imensa, no mar de tranquilas ondas ou no ar, o som deixa o espectador com a sensação de claustrofobia a todo instante.

Dunkirk é um filme extremamente bem estruturado. Tudo está exatamente onde deveria. No elenco não há espaço para erros. Sem caricaturas ou exageros. Com muita expressão, a equipe consegue trabalhar o silêncio da forma brilhante.

Não deixe de ver Dunkirk. Invista em uma sala Imax. Trata-se de um filme para ver no cinema. Uma experiência indispensável para 2017!

Sobre Leonardo Caprara

Idealizador e fundador do site, tem profunda paixão pela música e pelo cinema, desbravando os mais diferentes sub-gêneros dentro destes dois maravilhosos nichos e procurando levar o melhor conteúdo para os fiéis leitores do Música e Cinema!

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