Cinco filmes que fizeram história (parte 1)

Listas são sempre complicadas de se elaborar, principalmente quando se trata de “melhores”, pois sempre queremos incluir uma infinidade e o espaço é restrito. De qualquer maneira, o Música e Cinema optou por trazer ao leitor uma pequena lista do que já houve de melhor no mundo do cinema. Coincidentemente, todos os filmes listados são da década de 80, a década de ouro. São produções que marcaram época e que são lembrados até hoje pelos fãs.

            São tantos títulos a serem lembrados que garanto que outras partes virão, podem ter certeza. Por enquanto, divirtam-se com a primeira parte da saga.

A lista:

  1. Rambo – Programado Para Matar (First Blood – E.U.A. /82)

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Veterano condecorado da Guerra do Vietnã, John Rambo (Sylvester Stallone) vai até uma pequena cidade do interior a fim de visitar um amigo do exército, porém descobre que o mesmo morreu por conta de câncer causado pela exposição ao agente laranja durante a guerra. Chateado pela perda, segue caminhando sem rumo pela pequena cidade, onde é hostilizado pelo xerife local Will Teasle (Brian Dennehy). Taxado de vagabundo e arruaceiro pela autoridade local, é preso injustamente. O que ocorre depois desse fato é simplesmente um dos momentos mais eletrizantes da história do cinema. Rambo foge e começa uma verdadeira guerra contra as autoridades locais e até mesmo nacionais, atraindo a atenção da imprensa e de todos.

Este é o filme que alçou Stallone a condição de astro do primeiro escalão dos filmes de ação. Marcou demais minha infância e lembro-me de ter assistido incríveis oito vezes seguidas no dia que o aluguei (saudosismo bom). Um clássico absoluto e essencial. “O que você chama de inferno, ele chama de lar”. Bem que o Coronel Trautmann avisou.

 

  1. Poltergeist – O Fenômeno (Poltergeist – E.U.A. /82)

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Nunca, eu digo nunca mesmo, senti tanto medo em minha vida quanto ao assistir a esse clássico master do gênero. Escrito e produzido pelo gênio Steven Spielberg e dirigido por Tobe Hopper, relata as desventuras de uma típica família americana as voltas com fenômenos paranormais em sua casa. Repleto de efeitos especiais de ponta (para a época, obviamente), o filme rende muitos sustos, como as cenas do palhaço e da “abdução” da pequena Carol Anne (Heather O’ Rourke) pela televisão. Um filme que marcou época não só pela sua qualidade, mas também por toda a aura macabra que se formou sobre ele, como a morte misteriosa de sua protagonista algum tempo depois de seu lançamento (Heather O’ Rourke). Não somente ela, mas outros atores que participaram de Poltergeist também tiveram desfechos trágicos, como Dominique Dunne, intérprete da irmã mais velha de Carol Anne, Dana. Ela morreu decorrente de estrangulamento praticado pelo seu namorado no final de 82, mas muitos afirmam que teve o dedinho de forças do mal no ocorrido. Tá doido! Em suma, não se fazem mais filmes de fantasmas como este.

      Um remake está para sair agora em 2015 e que espero que não venha só pra manchar a honra desse grande clássico do horror.

 

  1. A Morte do Demônio (Evil Dead – E.U.A. /81)

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Eu nem sei por onde começar a descrever essa pérola. Um jovem cineasta de criatividade acima da média, feeling absurdo pra coisa e bom gosto (ou mau gosto, depende do ponto de vista) na arte de chocar a platéia, chamado Samuel Marshall Raimi (Sam para os chegados), resolveu reunir alguns amigos e, com poucos recursos, criou uma das obras mais cultuadas e reverenciadas do cinema de horror. Nunca uma história de possessão demoníaca foi levada tão ao extremo como aqui. Com pitadas de humor negro, em grande parte graças à interpretação caricata de Bruce Campbell, e apelando pesado pro gore em muitas cenas (a faxineira deve ter ficado puta ao limpar o set após a seqüência final), Morte do Demônio é a primeira parte de uma trilogia que se tornou a obra definitiva de Sam Raimi, servindo de referência e parâmetro pra muita gente boa que veio depois. Após dirigir a trilogia do Homem-Aranha, Raimi adquiriu notoriedade e respeito em Hollywood. Nada mal pra quem começou de forma tão descompromissada a sua trajetória.

 

  1. Curso de Verão (Summer School – E.U.A. /87)

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Um típico exemplar das boas comédias dos anos 80. Aquelas descompromissadas e repletas de personagens carismáticos, e que prezavam pelo humor genuíno em situações hilárias, ao contrário da escatologia, erotismo e perversão presentes nas comédias atuais. Mark Harmon é Freddy Shoop, pacato professor de Educação Física que, por uma fatalidade, é recrutado para dar aulas de recuperação (conhecido como “Curso de Verão” lá nos E.U.A.) para uma classe de alunos completamente pirados. Essa é a deixa para uma série de situações absurdas e hilárias, e também para o surgimento de uma dupla que certamente mereciam uma série de filmes só deles, Chainsaw (Dean Cameron) e Dave (Gary Riley). Eles são os responsáveis por fazerem desse filme uma experiência única em termos de humor. Assista agora, se possível com a dublagem clássica. Garantia de risos eternos ou pode me xingar depois.

 

  1. Comando para Matar (Commando – E.U.A. /85)

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Produção americana de 1985 dirigida por Mark L. Lester e protagonizada por um absurdamente forte Arnold Schwarzenegger. John Matrix (Schwarzenegger) é um coronel da reserva das forças especiais que tem sua única filha seqüestrada por um antigo companheiro do exército, sendo assim obrigado a cumprir uma missão no prazo de 24 horas: matar o presidente de Valverde (país fictício), para que, em um golpe de estado, seu inimigo assuma o poder. Só que os manés não contavam que Arnoldão apenas fingiria concordar com o combinado, e que nas próximas horas o cara mataria mais que o ebola na África.

Sem receio de soar exagerado, o cinema de ação americano da década de 80 tem nesse filme talvez o maior exemplar de mínimo de história e máximo de ação, e não é isso que nós queremos mesmo? O tanto de munição de festim e armas que foram utilizados aqui daria pra abastecer o exército de um pequeno país por uns 20 anos. Não tenho aqui os dados oficiais, mas esse foi um recordista de morte de figurantes e atores. Estima-se que algo nem torno de 105 mortes em 90 minutos de filme. Filme de macho é isso aí, agora vai lá, seqüestra a filha do cara!

Se você é fã de tosqueira sanguinária e ação desenfreada, esse é seu filme.

Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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