Carrie – a estranha: o bullying e suas terríveis conseqüências!

Baseado na obra de Stephen King, Carrie – a estranha, de 1976 foi a primeira versão cinematográfica do romance homônimo. Dirigida por Brian de Palma e estrelada por Sissy Spacek no papel da paranormal Carrie, o filme foi um grande sucesso, aterrorizando as platéias do mundo todo com a história da moça tímida e recatada, criada com mão de ferro por sua mãe controladora, Margareth (Piper Laurie) – uma fanática religiosa a beira da insanidade -, que sofria toda a sorte de humilhações por parte de seus colegas de escola. Aos poucos ela começa a perceber que possui, digamos, habilidades bastante especiais, e que elas poderiam ser bastante úteis no combate ao opressor. O filme foi bastante elogiado e reconhecido, sendo indicado em duas categorias ao Oscar de 1977: melhor atriz para Sissy Spacek e melhor atriz coadjuvante para Piper Laurie. Tamanho sucesso e reconhecimento levaram ao surgimento de uma nova versão do filme, desta vez para a televisão, lançada e produzida pelo canal NBC. Neste novo filme, Carrie foi interpretada por Angela Bettis, e a idéia inicial era de que este seria o piloto de uma série de tv, porém a idéia foi descartada.

Poster de divulgação de "Carrie - a estranha"
Poster de divulgação de “Carrie – a estranha”

            Como a segunda versão de Carrie ficou muito aquém do esperado no quesito popularidade e sucesso, o mais natural seria deixar as coisas em seus devidos lugares, porém em 2011 surgiu um novo projeto para uma terceira versão do filme, desta vez levado a cabo pelos estúdios MGM e Screen Gems. Mas será que esse pessoal não se cansou de tantas “Carries”? Aparentemente não, pois eis que no final do ano de 2013 chega aos cinemas Carrie – a estranha, desta feita estrelada por Chloe Moretz no papel de Carrie e Julianne Moore no papel da doida de pedra de sua mãe, Margareth. A história é praticamente a mesma dos dois filmes anteriores, somente se diferenciando pela ambientação da ação nos dias de hoje.

Vem com a mamãe, filhinha!
Vem com a mamãe, filhinha!

            Caros amigos do Música e Cinema, eu não assisti e nunca tive interesse neste filme. Não assisti a versão de 76 e nem a versão de 2002, porém, como estava em cartaz nos cinemas recentemente e já até foi disponibilizado para download, acabei por assistir a esta última versão. Confesso que achei bastante interessante, embora não mais que isso. Por conta disso, resolvi compartilhar esta experiência com o nobre leitor. A seguir, você vê uma breve resenha da mais nova versão desta cultuada obra do horror/suspense, com exclusividade aqui, no seu site preferido.

Carrie – a estranha (2013): sinopse

             Adolescente tímida e recatada sofre com o abuso dos colegas de sua escola. Criada com extremo rigor por sua mãe dominadora e desequilibrada, aos poucos Carrie vai descobrindo que possui estranhas habilidades. Em um momento de grande humilhação e dominada pelo ódio, Carrie se vinga daqueles que sempre a maltrataram, e isto pode trazer graves conseqüências. 

 

Elenco:

  • Chlöe Moretz (Carrie White)
  • Julianne Moore (Margareth White)
  • Gabriella Wilde (Sue Snell)
  • Portia Doubleday (Chris Hargensen)
  • Alex Russel (Billy Nolan)
  • Ansel Elgort (Tommy Ross)
  • Judy Greer (Miss Desjardin)

 Direção de Kimberly Peirce

Carrie, após se divertir a valer no baile!
Carrie após se divertir a valer no baile!

 

Resenha:

            Meu digníssimo colega nerd, acanhado, recatado e fora dos padrões de beleza convencionais: se você acha que sofre repressão pelos seus colegas de escola e por todos ao seu redor, assista a este filme e você vai ter a sua auto-estima elevada as alturas. Vai se sentir o mais popular dos mortais. Perto da nossa querida Carrie aqui, você não sabe o que é sofrer.

            Adolescente extremamente tímida, desajeitada e recatada, Carrie (Chloë Moretz) come o pão que o diabo amassou nas mãos de seus companheiros de escola. Tudo por causa de sua timidez e de seu jeito, digamos, excêntrico de ser. Criada por uma mãe que é de uma ignorância a toda prova (Julianne Moore), a garota não conhece nem o próprio corpo, pois acredita estar morrendo ao menstruar pela primeira vez, já servindo de chacota para toda a escola. O que seria normal para toda menina, para Carrie se torna um tormento, pois ela descobre, juntamente com seu amadurecimento sexual, o surgimento de algumas habilidades não muito comuns. A princípio ela não compreende muito bem, mas aos poucos ela vai aprendendo a controlar e a utilizar seu novo “dom”. Essa parte do longa é muito interessante, pois mostra a moça indo até à biblioteca para buscar informações sobre seus poderes em livros sobre paranormalidade e outros assuntos relacionados.

Como explicar isso para a seguradora?
Como explicar isso para a seguradora?

            A diretora Kimberly Peirce (Meninos não Choram) quis imprimir à personagem uma característica frágil, uma expressão desoladora, de uma jovem que não tem nem ao menos alguém pra conversar, alguém para confiar segredos e partilhar experiências. A mãe opressora tenta manipulá-la a todo custo, impondo castigos e punições à mínima contestação. Carrie acaba se tornando um produto do meio em que vive, uma criatura enclausurada, que explode em fúria quando já se excederam todos os limites do bullying, como demonstra a famosa seqüência (genial, diga-se) do baile de formatura. Ali, todos os sonhos da menina caíram por terra, pois quando pensava que estava começando a reverter aquela crescente de humilhações, tornando-se rainha do baile através de uma eleição forjada, descobre da pior maneira possível que se tratava apenas de mais um golpe de seus algozes para envergonhá-la mais uma vez.

            Numa cena muito bem executada, contando com atuações convincentes e efeitos visuais caprichados, a desforra de Carrie é digna de efusivos aplausos! Com a força da Fênix Negra do X Men, só que multiplicada por 10, ela simplesmente aniquila o salão de baile inteiro juntamente com quem se encontra nele. Chloë Moretz incorpora ao personagem alguns trejeitos um tanto quanto exagerados, fazendo caras e bocas durante a sua pérfida vingança, parecendo uma mistura de Carrie, Sadako (O Grito) e Samara (O Chamado), criando uma figura verdadeiramente assustadora.

            Merece destaque também a atuação de Julianne Moore. Sua personagem é uma pessoa perturbada e amargurada, mas ao mesmo tempo tem seus períodos de mãe carinhosa e zelosa, bem típico dos doidos de pedra. Sua caracterização de Margareth White merece nosso respeito.

            Pois bem, é um bom filme? Como entretenimento sim. Agrada e prende a atenção do expectador, principalmente no terço final. Tem também um papel importante como crítica social, pois mostra em detalhes como o bullying pode ser destrutivo para as pessoas, tanto para as que praticam, mas mais ainda para as que são submetidas a ele. Todos nós já passamos por algum constrangimento em nossa vida escolar, mas nada que se compare a isto. Se na minha época de escola eu tivesse semelhante poder, na certa teria explodido umas 10 cabeças no mínimo, portanto, para você, valentão metido a besta, fica a dica: jamais abuse daquela menininha frágil, desengonçada e recatada da sua escola. Você pode se arrepender amargamente!

Assista ao trailer de Carrie – a estranha.

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Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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2 Comentários

  1. ” Chloë Moretz incorpora ao personagem alguns trejeitos um tanto quanto exagerados, fazendo caras e bocas durante a sua pérfida vingança, parecendo uma mistura de Carrie, Sadako (O Grito) e Samara (O Chamado), criando uma figura verdadeiramente assustadora.” kkkkkkkkkkkkkk
    Concordo! …

  2. Hehehehehehehehehe! Que bom que curtiu, Maria! Continue nos apoiando. Abraços…

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