Cannibal Corpse: O domínio do Death Metal!

Quem conhece o mínimo sobre Death Metal sabe quem são esses caras. A banda mais bem sucedida da cena não decepciona nunca. Seu mais novo trabalho, A Skeletal Domain, está aí para provar isso. Uma banda incansável, que derrama sangue em cada ato, e não é diferente nesse novo disco. Apesar de todo o aprimoramento técnico e produção excepcional, o Cannibal Corpse ainda tem o poder de intimidar.

Cannibal Corpse (esq. para dir.): Alex Webster (baixo), Pat O'Brien (guitarra), Rob Barret (guitarra), George Fischer (vocal) e Paul Mazurkiewicz (bateria)
Cannibal Corpse (esq. para dir.): Alex Webster (baixo), Pat O’Brien (guitarra), Rob Barret (guitarra), George Fischer (vocal) e Paul Mazurkiewicz (bateria)

            O álbum mal acabou de ser lançado e já obteve a melhor colocação da carreira da banda em vários charts pelo mundo, entre eles nos E.U.A., Canadá e Europa, um feito raro em se tratando de bandas extremas.

            A seguir, você confere a resenha exclusiva de A Skeletal Domain, um álbum que certamente marcará época. Agora, no Música e Cinema.

Resenha Cannibal Corpse: A Skeletal Domain (Metal Blade/imp.)

Capa do novo álbum "A Skeletal Domain"
Capa do novo álbum “A Skeletal Domain”

Não é à toa que eles são a banda número um do cast de sua gravadora. Também não é à toa que são a primeira banda de Death Metal a figurar nos 200 mais da Billboard (chegaram na posição 32 com o recente trabalho) e a primeira a atingir uma vendagem de 1 milhão de cópias. O Cannibal Corpse é uma banda única no estilo, pois apesar de serem referência em extremidade musical, servindo de base e influência para meio mundo nesse segmento, os caras ainda têm a capacidade de sempre se aprimorarem a cada novo trabalho lançado, sem que isso afete de nenhuma maneira a sua integridade musical. Com uma carreira que já contabiliza 26 anos e 13 álbuns de estúdio, o quinteto de Buffalo/NY ocupa o trono do Death Metal mundial e parece que não sai de lá tão cedo.

            A Skeletal Domain, seu mais recente registro, pode ser considerado o melhor trabalho da fase “Corpsegrinder” e um dos melhores do gênero nos últimos tempos. É um típico álbum do Cannibal Corpse, porém engloba algumas características que o fazem se sobressair em relação aos demais discos de sua prolífica carreira. A primeira delas é a produção a cargo de Mark Lewis (Black Dahlia Murder, Devildriver). Com ampla experiência na área, Mark empregou seu estilo minucioso e perfeccionista em todo o processo, conseguindo a melhor qualidade sonora de toda a carreira da banda. Não soa exagerado afirmar que atingiram a perfeição. No aspecto da sonoridade, a porradaria insana e desenfreada de outrora dá lugar a uma música ainda bastante extrema e anti-comercial, porém com requinte e propriedade, com bastante variação nos arranjos, alternando partes rápidas e cadenciadas com uma competência inquestionável. Rob Barret e Pat O’brien (guitarras) são duas verdadeiras usinas de riffs, criando solos e bases incríveis. O que esses sujeitos tocam é algo ainda que requer um estudo mais aprofundado. O baixo de Alex Webster nunca esteve tão forte e presente como dessa vez. O que já era pesado e furioso ganhou uma carga extra de consistência, o que torna as músicas ainda mais marcantes e eficientes em sua proposta. O vocal de George “pescoço de rinoceronte” Fischer está mais variado e inteligível, sendo possível até cantar junto com ele, porém sem perder um decibel sequer no quesito violência. O homem ainda urra como poucos, e Paul Mazurkiewicz domina de forma espantosa os bumbos. Blast Beats e batidas certeiras que marcam todas as faixas de forma correta e homogênea.

Em ação!
Em ação!

            É impossível ater-se apenas a algumas canções para definir esse trabalho. Eu destacaria todas as doze faixas, porém soaria exagerado para alguns; sendo assim, as músicas que mais me chamaram a atenção foram Sadistic Embodiment (que ainda mantém aquela velocidade de “bate-estaca” que sempre foi característica do Cannibal), Kill or Became (primeiro clipe do disco. Fabulosa!), Headlong Into Carnage, Icepick Lobotomy (essa já nasceu clássica) e Bloodstained Cement.

            O único demérito nesta preciosidade é a arte da capa. Nós estamos acostumados com aquelas verdadeiras atrocidades visuais produzidas por Vince Locke – artista este que ajudou a criar toda uma identidade visual para a banda e para o gênero, porém a ilustração de A Skeletal Domain (também obra de Locke) é bastante sóbria, simples até, mas como o que importa é a música em si, este torna-se apenas um detalhe irrelevante.

            Enfim, o Cannibal Corpse mostra com esse trabalho o quão indispensável é, não só nos anais do Death Metal, mas da música pesada em geral. Um disco que certamente será lembrado como aquele que alçou a banda ao mais alto patamar. Pois é, a lista de melhores de 2014 fica cada vez maior. Concorrência acirrada essa…

 Nota: 9,5

   

Formação:

  • George “Corpsegrinder” Fischer (vocal)
  • Rob Barret (guitarra)
  • Pat O’brien (guitarra)
  • Alex Webster (baixo)
  • Paul Mazurkiewicz (bateria)

Faixas:

  1. High Velocity Impact Spatter
  2. Sadistic Embodiment
  3. Kill or Become
  4. A Skeletal Domain
  5. Headlong Into Carnage
  6. The Murderer’s Pact
  7. Funeral Cremation
  8. Icepick Lobotomy
  9. Vector of Cruelty
  10. Bloodstained Cement
  11. Asphyxiate to Resuscitate
  12. Hollowed Bodies

  

Contatos:

https://www.facebook.com/cannibalcorpse?fref=ts

http://cannibalcorpse.net/

https://myspace.com/cannibalcorpse

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Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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