Autopsy: uma lenda mais viva do que nunca!

Caminhando para três décadas de atividade, o Autopsy está aí, dando a cara pra bater e mostrando como se faz som de qualidade sem se render à modismos e tendências duvidosas. Apesar de todas as facilidades da vida moderna, com a disseminação de arquivos pela Internet podendo ser baixados a qualquer momento e em qualquer lugar, o grupo ainda continua apostando forte em seu trabalho, investindo em lançamentos de qualidade indiscutível. Seu mais novo trabalho, o brilhante Tourniquets, Hacksaws and Graves, que mal acabou de sair da fábrica, demonstra que o tempo só fez bem para a banda.

Autopsy
Autopsy

            Contando com a mesma formação já há vários anos, o Autopsy vem confirmando seu status de “lenda” no meio extremo. Uma banda que certamente é e será respeitada para sempre como uma das fundadoras deste estilo que tanto adoramos.

            Em respeito a toda sua importância, nada mais natural do que expressarmos nossa opinião acerca deste belo trabalho. Confira agora, com exclusividade no Música e Cinema, nosso parecer sobre o novo álbum, que certamente ocupará lugar de honra na maioria das listas de “melhores do ano”. Merecido, diga-se!

Autopsy: Tourniquets, Hacksaws and Graves (Peaceville – importado/2014) – resenha

Coisa linda de viver esse novo trabalho do Autopsy. Vindo de uma seqüência bastante prolífica de discos irrepreensíveis (começando com o retorno em 2010 com o ep The Tomb Within, e culminando nesse novo lançamento de 2014. Foi só pedrada desde então!), Touniquets, Hacksaws and Graves surge só pra consolidar a carreira desta que é um verdadeiro templo sagrado do Death Metal. Uma banda que não precisa de artimanhas ou invencionices para se destacar nesse meio, pois tem de sobra o que falta em muita formação por aí: atitude, competência, determinação e paixão pelo estilo.

            Constatado os fatos, temos aqui uma verdadeira machadada no lombo (isso foi um elogio), dividida em doze pequenos atos da mais pura insanidade e brutalidade musical. Peças de uma obra da maior relevância nos meandros do extremismo, e isso porque eu ainda nem comecei a falar especificamente sobre cada uma. A dupla dinâmica das guitarras malditas Danny Coralles e Eric Cutler entregam ao ouvinte riffs e solos afiados e empolgantes, sem a necessidade de serem os mais técnicos e velozes do mundo. Apenas acordes e riffs sinceros, feitos por quem tem mais de duas décadas de tradição e conhecimento nesse meio; Joe Allen aplica ao som todo o peso que um baixo bem tocado e distorcido pode proporcionar, fazendo os falantes vibrarem em cada nota tocada. A bateria e o vocal, como todo mundo já sabe, são funções executadas com maestria por Chris Reifert, que faz uso aqui das vozes mais cabulosas de toda a carreira da banda; além disso, o cara desce a madeira sem dó nos bumbos e caixa, numa clara demonstração de técnica e talento em ambas as funções. São poucos os músicos no cenário extremo que conseguem essa façanha, tornando a banda única nesse universo da música pesada.

Belíssima e assustadora arte da capa do novo álbum!
Belíssima e assustadora arte da capa do novo álbum!

            Como uma bicuda na cara, Savagery é de uma “selvageria” que assusta o ouvinte mais distraído. Curta e grossa! King of Flesh Ripped é um muro de concreto e aço de puro peso e violência; Tourniquets, Hacksaws and Graves e The Howling Dead mantém o nível elevado. Outros destaques honrosos vão para After the Cutting, Teeth of the Shadow Horde e Burial (esta é assustadora! Arrastada, pesada ao extremo máximo, e com o vocal de Chris parecendo que está prestes a exteriorizar 32 metros de intestino delgado. Ouça e apavore-se). Apesar de ter enumerado os maiores destaques, não consegui achar nenhum pormenor que deponha contra o grupo nas outras faixas. Um disco perfeito do início ao fim. A ótima produção sonora e a belíssima arte da capa (a cargo de Wes Besconter, renomado artista gráfico do estilo), só tornam o pacote ainda mais atrativo.

            Após vinte e sete anos de carreira, é muito gratificante presenciarmos uma banda como o Autopsy que, apesar de todas as dificuldades e sem nenhuma exposição na grande mídia, consegue lançar discos tão bons quanto esse. Isso é respeito e consideração aos verdadeiros fãs. Isso é integridade! Sinceramente, dá um pau no The Headless Ritual, o que não é pouca coisa. A gente se vê na lista dos melhores do ano!

Nota: 9,5

  

Faixas:

 

  1. Savagery
  2. King of Flesh Ripped
  3. Tourniquets, Hacksaws and Graves
  4. The Howling Dead
  5. After the Cutting
  6. Forever Hungry
  7. Teeth of the Shadow Horde
  8. All Shall Bleed
  9. Deep Crimson Dreaming
  10. Parasitic Eye
  11. Burial
  12. Autopsy

 

 Formação:

 

  • Chris Reifert (vocal e bateria)
  • Joe Allen (a.k.a. Joe Trevisano/baixo)
  • Danny Coralles (guitarra)
  • Eric Cutler (guitarra)

 Contatos:

https://www.facebook.com/pages/Autopsy-Official/162194133792668?fref=ts

 https://myspace.com/autopsyofficial

 http://peaceville.com/bands/2088

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Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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