Arte Extrema: o programa da família headbanger

Introdução:

 O programa que o verdadeiro headbanger que se preze aguardou por toda a sua vida. Um local onde você obtém informações e dicas sobre as melhores bandas do underground e, além disso, ri pra valer da descontração e despojamento da dupla de apresentadores. É exatamente isso! Vitor Francheschini, vulgo Biro, e Christiano Koda, o Koda, apresentam esse que é um dos melhores programas nesse segmento na internet. Me atrevo a dizer que é o melhor.

            De início tímido, com poucas visualizações, sendo acessado apenas pelos amigos, hoje já ultrapassou os quarenta episódios, demonstrando fidelidade do espectador e a certeza de que muita coisa boa ainda está por vir.

            Resolvemos bater um divertido papo com a dupla, onde nos foi esclarecidos vários tópicos importantes acerca do programa, bem como várias curiosidades do mundo da música pesada. Confira. Você não vai se arrepender!

  

Entrevista exclusiva: Vitor Franceschini e Christiano Koda (Arte Extrema)

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Música e Cinema: Bom dia, Vitor e Christiano. Obrigado por nos cederem essa oportunidade. Gostaria de dizer que sou fã de vocês (risos).

Koda: E aí, Ricardo e Leonardo, como estão, caras? Nossos queridos patrocinadores fakes! (risos). Eu é que agradeço o interesse e retribuo o elogio: acompanho o Música e Cinema e admiro o trabalho da dupla!

 Biro: É nós (sic)! Mas eu sou fã de vocês, nem vem.

Música e Cinema: Primeiramente, vamos ao rotineiro. Vocês são amigos há muito tempo? Como se conheceram?

Koda: Acho que nos conhecemos há uns quatro ou cinco anos, quando eu trabalhava como cinegrafista e editor em um centro universitário. Ele era estagiário de jornalismo e assim, trabalhamos juntos em algumas matérias. Foi dali em diante que percebi que iria dar merda! (risos)

Biro: É isso mesmo, há uns quatro ou cinco anos. Eu era uma criança e o Koda um senhor já. (risos) Lembro que falamos um pouco de som e de repente as coisas foram fluindo. Eu tinha o Arte Metal já, mas tava parado. Aí, além de o Koda criar o Som Extremo, ele me encorajou a voltar a ativar o blog.

Música e Cinema: E a paixão pela música pesada? Quando começou?

Koda: Acompanhei o ‘boom’ do rock (?)/pop nacional nos anos oitenta, então, comecei a pegar gosto pela coisa por volta dos meus sete ou oito anos talvez. Mas foi mais ou menos em 1993 que parti para a música extrema. Dali em diante, a coisa só piorou e eu me viciei em barulho! (risos)

Biro: No final da década de 90, mais precisamente em 1997, comecei de acordo a coisa com Kiss e Ramones (bandas que amo até hoje). Mas com influência de primo e primas mais velhas eu já ouvia coisas como Guns ‘n’ Roses, Bom Jovi, Legião Urbana. Eu gosto disso tudo até hoje. Dificilmente eu deixo de gostar de algo, creio que só do Engenheiros do Havaí. (risos)

Música e Cinema: Qual o disco e banda responsáveis por despertar a fera em vocês (risos)?

Koda: O “culpado” foi o Arise, do Sepultura, que conheci por meio do meu irmão. Eu nunca havia escutado músicas como aquelas até então. Achei tudo muito bizarro e engraçado, mas foi daí que brotou a simpatia e a paixão pela música pesada. Aí foi um caminho sem volta (risos). E estou aqui, há mais de duas décadas nessa admiração pela música underground.

(Caso o leitor tenha interesse, aqui tem um link mais detalhado de como o Koda entrou para o lado negro do som: http://somextremo.blogspot.com.br/2011/03/o-comeco.html)

Biro: Acho que os primeiros discos de Metal pesado que ouvi foram os do Iron Maiden mesmo. Ouvi um ao vivo do Kiss, uma espécie de coletânea dos ‘alives’ e o Adios Amigos do Ramones e pirei. Mas em termos de Metal foram os do Iron Maiden mesmo. As primeiras bandas de Metal extremo que curti foram Slayer e Obituary.

Música e Cinema: Vocês dois, em uma iniciativa ousada, resolveram arregaçar as mangas, botar as idéias em prática e criaram um programa na internet chamado Arte Extrema. No referido programa, vocês exploram as mais variadas vertentes do Metal. Era exatamente isso que estava faltando para o internauta fã de música pesada. Como surgiu a idéia de criar um programa feito por fãs para os fãs?

Koda: Agradeço você frisar que falamos das “mais variadas vertentes do Metal”, Ricardo. O nome Arte Extrema nada mais é do que a junção de partes dos nomes de nossos blogs – Arte Metal (Vitor) e Som Extremo (meu) -, portanto, há espaço para o Metal e suas subdivisões, e também para o Rock, sem preconceitos!

Mas respondendo a pergunta, como eu e o Vitor somos fãs desse tipo de música e estávamos embalados pelos nossos blogs, vivíamos conversando sobre fazer um programa relacionado ao assunto, mas sem compromissos. A empolgação aumentava durante nossa graduação de jornalismo e no fim, acabou dando mais ou menos certo (risos), mas aproveitando a oportunidade, gostaria de esclarecer uma coisa muito importante: como você disse, é “um programa feito por fãs para os fãs”, ou seja, somos apenas pessoas que gostam e desgostam de discos, não somos os donos da verdade!

Biro: O Koda me deixou sem resposta! (risos) Mas é isso mesmo, há alguns meses a gente sempre falava de gravar, mas não tão sério assim, até porque eu não gosto muito de vídeo, não gosto de encarar a câmera, mas a partir do momento que decidimos que iria ser sem compromisso, eu me soltei (ui!). E sabe que o programa foi uma terapia nesta parte pra mim e me ajudou no trabalho, pois sou repórter de TV e rádio, e hoje a câmera não me assusta tanto assim, somente nosso cinegrafista, o Du! (gargalhadas)

Música e Cinema: E quanto aos empecilhos? Qual a principal dificuldade que encontraram para concretizar a idéia?

Koda: Sinceramente? Acho que foi a preguiça! (risos) Afinal, eu mexia com produção de vídeos, então, só faltava mesmo sentar para conversar de vez. Além disso, como trabalhamos num lugar onde há um estúdio de televisão, só dependeria da nossa vontade mesmo. Superamos o terrível obstáculo da preguiça (risos).

Biro: Bom, preguiça só se for dele. (risos). Sinceramente não vejo dificuldades. Temos tudo na mão para produzir o programa e se partirmos do princípio que iniciamos tudo isso sem ambição ou compromisso, acho que vencemos já, não?

Música e Cinema: Quanto ao formato do programa, vocês se basearam em algum programa já existente, ou foi tudo criação de vocês?

Koda: Particularmente não me baseei especificamente em nenhum programa sobre o assunto, mas tenho ciência de que os quadros do programa não são absolutamente nenhuma novidade. No entanto, acho que dois diferenciais que temos são o bom humor na apresentação e o fato de procurarmos mostrar bandas não tão conhecidas no cenário. Quanto ao primeiro aspecto, não foi proposital. Nós apenas procuramos mostrar que os fãs de Metal e Rock são “normais”, fazem piadas, riem e tudo mais.

Biro: Bom, eu também não me baseei em nenhum programa específico e não me preocupei em seguir algum padrão. Lembro que combinamos de não fazer um programa sério, com cara fechada, e sim descontraído, porque seria mais do mesmo.

Música e Cinema: O Arte Extrema já está com 42 episódios e é apresentado semanalmente. Quando criaram o programa, vocês esperavam atingir essa marca? A visualização tem atingido as expectativas?

Koda: Rapaz, quando fizemos o primeiro programa, eu não esperava mais do que duzentas visualizações. No entanto, para meu espanto, foram cerca de quinhentos. Isso, em uma semana, para mim é muito, muito mesmo. De lá pra cá, a média de visualizações aumentou um pouco: está por volta de seiscentas. Mas o que me impressionou mais foi o feedback do pessoal e de diversas bandas, isso sim eu jamais esperaria. Foi muito legal porque eles opinavam sobre os discos que nós apresentávamos, como se fosse uma conversa de bar, que é bem o clima do Arte Extrema. Isso gerou uma interação muito bacana e pra mim, foi o principal.

Biro: Não, não esperávamos mesmo! Eu achava que a gente ia gravar uns 10 programas e desanimar. Quanto às visualizações o Koda foi longe, porque sinceramente eu esperava só os amigos vendo, umas 30 no máximo (juro!). Surpreendeu e abriram-se muitas portas. Inclusive até o interesse do mal surgiu, pois muita portada que levei na cara quando precisei para o blog veio correndo que nem cachorrinho faminto com a repercussão do programa. Mas eu sempre disse: ‘um dia correrão atrás de mim!’ (gargalhadas)

Música e Cinema: O programa é dividido em alguns quadros, sendo os mais famosos o “indicações”, o “clássicunosso” e o “confronto”, que felizmente voltou ao programa após um breve período de recesso. Nesses quadros vocês expõem seus gostos pessoais, opinando acerca dos referidos discos e bandas. Gostaria de saber como vocês decidem o que vai entrar no programa? Qual o critério utilizado por vocês na escolha das pautas do Arte Extrema?

Koda: Boa pergunta! Excetuando-se pelo “Classicunosso” e “Confronto”, todo o restante nós não combinamos. Em outras palavras, nas gravações, cada um leva o material que bem entende, a escolha é livre. Tivemos sorte de ainda não termos levado o mesmo CD para indicar (risos). Porque gostamos que o programa seja espontâneo e que cada edição seja uma surpresa nesse sentido. Quanto aos mencionados “Classicunosso” e “Confronto”, procuramos selecionar trabalhos de bandas mais conhecidas (para o público também se identificar) que ambos admiramos. E confesso que esse é um grande desafio, pois eu curto mais a música extrema, então, o Vitor, que gosta de diversas vertentes da música pesada, acaba ficando limitado nessas escolhas por minha causa. Foi mal aí, Biro! (risos)

Biro: Na verdade não combinamos nem o ‘classicunosso’, somente o ‘confronto’ e o ‘lévodéxa’, que um dia ainda poderá voltar. Nossas idéias surgem como se fossem uma conversa de amigo, principalmente à noite no chat do facebook. O melhor desse programa é que não fazemos nada por obrigação. A maioria do conteúdo dele é de cunho pessoal, não adianta mandar um material lá que a gente não curta que não indicaremos. Explicando: lógico que há camaradagem, mas o esquema ali é bem particular e não tão técnico e profissional como em nossos blogs e outros veículos escritos que colaboramos. A única coisa intencional é diversificar e sempre divulgar quem precisa, mas se formos divulgar todos que pedem teríamos que ter umas 6 horas cada programa.

Música e Cinema: Vocês apresentam o programa sempre com muito bom humor, sempre fazendo piadas, e isso o torna ainda mais agradável e interessante de se assistir; além disso, há algum tempo vocês estrearam um novo quadro, o D.D.D. – Dica do Du. Neste segmento, o “cinegrafista pândego” Eduardo Marucci dá dicas de saúde, comportamento, boas maneiras, entre outras, sempre de uma forma descontraída e num idioma próprio dele. Simplesmente hilário! A pergunta é: ele é exatamente daquele jeito, ou é um personagem que ele incorpora somente na hora do programa?

Koda: Ele tem um pequeno problema de gagueira. Quando ele fala daquele jeito atropelado, é natural dele. As idéias de dicas também são do Marucci. Às vezes sugerimos alguns temas, mas ele tem total liberdade no quadro. E às vezes eu me surpreendo com as apresentações. Sou eu que filmo nesses momentos e começo a rir, de modo que fica difícil não mexer a câmera com as palhaçadas.

Biro: O Du trabalha comigo na TV e é naturalmente engraçado, principalmente naquele jeito de falar. Nos momentos alegres ele é exatamente daquele jeito. A minha idéia do DDD – Dica do Du surgiu durante uma gravação. Sim! Eu lembro que comecei rir no meio do programa quando surgiu a idéia e acabou acontecendo.

Música e Cinema: Me parece que ele não é exatamente um fã de música pesada, não é mesmo?

Koda: Não, não, ele é de outro mundo musical! (risos) O negócio dele é Sertanejo, como ele mesmo deixou claro em um programa. Você deve ter visto que em diversos momentos ele nos faz perguntas no meio da gravação ou não saca piadinhas ligadas ao Rock/Metal. E isso é de verdade, ele realmente não compreende algumas coisas que dizemos. E eu acho isso o máximo: um fã de Sertanejo tentando entender esse negócio de ser “redibéngui”, termo que ele nunca havia ouvido sequer falar! (risos). Eu imagino que se eu tentasse compreender o estilo Sertanejo, eu ficaria perdido igual a ele. Aliás, pra constar, o Marucci é um figura apaixonado pela profissão de cinegrafista e tem um coração enorme!

Biro: Ele não chega a ser nem um fã de música na verdade, mas o que lhe agrada é o sertanejo e Nickelback (só os fortes entenderão – gargalhadas). É legal que achei que o Du ia contestar bastante coisa da gente no começo, mas só uma vez ele esboçou uma discussão e já o mandamos para a ponta da praia (risos). Ele é uma figura única, trabalhadora e, realmente, de bom coração.

Música e Cinema: Verdade mesmo. Teve até um programa que teve o início do clipe de Menino da Porteira, grande clássico do Sérgio Reis, que fora indicado por ele (risos). Voltando ao assunto, eu acredito que o maior problema enfrentado por um programa com a freqüência e periodicidade do Arte Extrema seja o desgaste do formato, por isso já observamos a mudança em alguns quadros do programa. Essa é uma preocupação constante?

Koda: Com certeza. Mesmo conosco improvisando em quase todo o programa e tentando manter essa espontaneidade, sabemos que pode enjoar. Assim, tentamos trazer novos quadros de vez em quando, mas confesso que não é fácil, já que algumas coisas dependem de viabilidade. Isso é limitante, mas tentamos fazer na raça com o que temos e podemos. E fazendo justiça: o Biro é quem acaba tendo as melhores idéias.

Biro: Realmente! Eu mesmo disse para o Koda um dia que estava enjoado do programa. Mas a gente se vira, até porque é prazeroso fazer quadro novo, é quase como comprar algo novo. Nosso maior objetivo é sempre ilustrar o programa, trazer convidados e fazer até um rodízio, porque sempre alguém vai sentir saudades de um quadro.

Música e Cinema: Nestes mais de quarenta episódios, muitos discos foram indicados e comentados, mas receio que o de maior “preferência” entre vocês seja o Black Album do Metallica (risos). Acho até que vocês têm um contrato com a banda no qual ganham alguns centavos de dólar por cada menção ao disco (risos).

Koda: Droga, você descobriu tudo! (gargalhadas) Isso foi outra coisa que não esperávamos: nós apenas expressamos nossas opiniões em relação ao disco, mas como o Black Album é praticamente unânime, acabou gerando uma discussão daqueles que não aceitavam que não curtíamos o trabalho, e como levamos no bom humor, começamos a brincar mencionando-o em diversas edições, só de pirraça mesmo. Mas quem acompanha o Arte Extrema desde os primeiros entende que é só a nossa opinião, portanto, eles brincam conosco, tudo muito saudável.

Biro: Essa história do Black Album teve o embrião no último Rock In Rio (o do Rio). Estávamos assistindo ao show do Metallica pela TV (cada um no aconchego do seu lar, que fique claro!) e falando pelo facebook. Quando chegou a hora de Sad But True, quase que digitamos juntos: “credo, lá vem Sad But True”! (gargalhadas) Depois veio o ‘confronto’ no qual tínhamos um gosto em comum: odiar o Black Album.

Música e Cinema: Eu já imaginava. Realmente, a Sad But True é a música mais insuportável da história (risos). O Arte Extrema é um programa direcionado ao público underground. O meio de divulgação é o velho “boca a boca” mesmo, espalhando entre os amigos nas redes sociais. Embora a internet seja hoje em dia um dos canais mais importantes, vocês pretendem ampliar essa divulgação de alguma outra forma? Pretendem levar o formato para alguma rádio ou emissora de TV?

Koda: O Arte Extrema é veiculado em dois canais de televisão a cabo. Minto, hoje, dia em que estou respondendo essa pergunta, ficamos sabendo que ele parou de ser exibido em um dos canais após vencimento de contrato (risos), mas nossa intenção sempre foi fazer o programa para a internet, já que lá não precisamos controlar o tempo e podemos falar mais besteiras. O que houve – e sou muito grato por isso, deixo claro – é que produzimos a atração no estúdio do centro universitário e assim, fomos “intimados” a fazer parte da grade de programação de lá. Já a oportunidade do outro canal de TV (esse que acabou de ser cancelado) surgiu porque um colega nosso, dono de uma produtora de vídeo (www.minuerefilmes.com.br), curtiu o programa e quis levá-lo para a televisão.

Em termos de divulgação, vai na raça mesmo, pela internet e contando com o apoio dos amigos como você, Ricardo. Valeu demais!

Biro: Objetivo de ir para a TV nunca tivemos, realmente fomos intimados. Mas, ao mesmo tempo, estamos abertos a negociações tanto para veicular em canais de TVs, sejam abertos ou fechados, ou até mesmo em web TV. Essa idéia do rádio eu mencionei para o Koda uma vez, mas ainda está na gaveta, até porque na rádio onde trabalho (que seria mais viável rolar um Arte Extrema radiofônico) já há um belo programa de Rock/Metal, do nosso amigo Matheus Vieira (baixista da Dead Or Alive) e do Lucas, então já está em boas mãos.

Música e Cinema: Eu mesmo sugeri pra vocês há algum tempo atrás uma maior aproximação do programa com o seu público, convidado os expectadores a participarem com vocês na gravação dos episódios. Isso vai ser concretizado? Vou me programar para gravar algum episódio com vocês.

Koda: Até que enfim! (risos) Pois é, nós queremos a participação do público e de bandas sempre. Quando conseguimos, levamos um convidado, como foi o caso do Matheus Vieira, da banda Dead or Alive (edição 33). Ficou mais gostoso de apresentar assim. Mas nós incentivamos os interessados a gravarem seus vídeos com indicações de discos e nos enviarem para exibi-lo no Arte Extrema, assim como pedimos para as bandas gravarem mensagens para divulgarmos também. Se fosse viável, por mim, seria um programa apresentado ao vivo e em um recinto grande, no meio do público, para todos participarem e opinarem. Quem sabe um dia!

Biro: Convidados sempre será um objetivo. Ilustra o programa e o público adora sempre, afinal agüentar somente nossas caras não é fácil! (risos) Mas para levar ao estúdio preferiremos membros de bandas, pessoas envolvidas na mídia especializada (como você Ricardão, hummm!) e por aí vai. Eu já disse pro Koda, e vou ser chato e sincero (como sempre) que ficar levando somente telespectador em si vai dar pepino, porque todo mundo vai querer ir e tem gente doida nesse meio. Tem gente que vem e vai querer dormir na minha cama ainda (gargalhadas), mas esse quadro de indicações em vídeo, idealizado pelo Koda, é um grande presente para quem assiste.

Música e Cinema: Com certeza! Aguardem meu vídeo de indicações em breve (risos). Além do programa, vocês têm seus respectivos blogs (como já fora citado): o Som Extremo e o Arte Metal (veja os links no final da entrevista), e também são colaboradores de várias publicações especializadas. Eu mesmo me baseio muito no trabalho de vocês como influência aqui no Música e Cinema. Vocês já estão se tornando referência no assunto. Acham que seus objetivos estão sendo alcançados junto aos fãs e expectadores?

Koda: Eu acredito que sim. Tanto é que não estou dando conta de tanta coisa que tenho que fazer (risos). Em termos de satisfação pessoal, eu não tenho do que reclamar. Agradeço sempre a cada um que vem conversar ou que envia material para divulgação. É algo que tem se tornado cansativo pra mim, mas acima de tudo, é prazeroso de verdade. Não ganhamos absolutamente nenhuma grana por isso. Fazemos pela paixão pela música.

Biro: Eu comentei com o Koda esses dias que estou viciado em resenhar. Fazer entrevistas eu gosto menos, até porque tenho mil perguntas e na hora somem da cabeça. Mas, para mim, escrever é uma terapia! Nesse exato momento que te respondo, minha namorada pergunta no chat se eu estou aqui ainda, para vocês verem como eu esqueço da vida escrevendo. Para mim é um prazer, um hobby. O Arte Metal é um dever que não me sinto obrigado e forçado a fazer, assim como as colaborações. Amo isso de verdade e agradeço a todos que lêem, colaboram e enviam material, porque esse pessoal é parte da terapia.

Música e Cinema: Como já estão nesse ramo há um tempo considerável, já surgiu algum investidor interessado no formato? Alguém que realmente compreenda a causa e tenha o devido interesse (e grana). Definitivamente, isso daria uma bela ampliada na atual estrutura, não?

Koda:O interesse surgiu da produtora que mencionei, a Minuére Filmes, que nos deu a oportunidade de irmos para a TV. Somos muito gratos por isso. Mas patrocínio mesmo, nunca houve. É um conteúdo underground, um programa feito na base do improviso, então, dificilmente alguém se interessaria em pagar. Temos essa consciência. Logo, vai tudo pela diversão e o que vier é literalmente lucro.

Música e Cinema: Alguma novidade para os próximos programas? O que o expectador pode aguardar para o futuro?

Koda: Estamos tentando estrear um novo quadro com minientrevistas com bandas, mas dependemos delas para gravarem e nos enviarem os vídeos. Queremos divulgar, mas o pessoal não tem colaborado! Né, Orrör? (gargalhadas), e logo teremos o Arte Extrema 50. Estamos planejando alguma coisa diferente, mas nada concretizado ainda. Estamos na batalha!

Biro: Sempre teremos alguma novidade. O dia que acabar a renovação do programa eu paro, podem temer, mas estou falando sério.

Música e Cinema: Nosso site, como o próprio nome já revela, abre espaço para a música e também para o cinema, tentando unir esses dois mundos. Sendo assim, gostaria de saber: vocês são fãs de cinema? Quais seus filmes preferidos?

Koda: Sou muuuuuuuuuuuito fã de cinema! Sou formado também em Imagem e Som (UFSCar), onde o conteúdo era praticamente todo voltado à sétima arte. Meu filme favorito é Snatch – Porcos e Diamantes, de Guy Ritchie. É tão genial que a cada vez que assisto, percebo um detalhe a mais na trama. E não poderia deixar de mencionar a fabulosa trilogia do De Volta para o Futuro. Pode até ter um roteiro furado, mas a magia supera isso!

Biro: Também sou muito fã de cinema, mas tenho uma visão diferente do Koda, que é ‘mestre’ em imagem e som, pelo menos acho que tenho. Sou um espectador comum, amo centenas de filmes de diversos gêneros (acho melhor fazermos uma entrevista só para isso). Mas meu preferido é Forrest Gump pelo simples fato de te fazer rir, chorar, dentre sentir várias emoções em um filme só. Amo séries também e aprecio o cinema nacional, assim como o europeu. Eu gosto de filmes ‘cults’ e idiotas como Mercenários, por exemplo. Meu negócio é me divertir com a arte e depende do meu estado de espírito para assistir certo gênero.

Música e Cinema: E o que tem rodado na vitrola de Vitor Franceschini e Christiano Koda ultimamente? Alguma boa novidade para os nossos leitores?

Koda: Bom, indiquei esse em um dos programas, dizendo que “é o disco que mais ouvi na vida”: Inhume – In for the Kill (2003). Ok, esse é antigo. Então, de novidades, eu me viciei no SuperSonic Brewer – Overthrow the Bastards. Fica a sugestão!

Biro: No trabalho eu ouço todo lançamento que pego. Ultimamente adorei os novos do Gamma Ray, Anathema, Children Of Technology e Enthroned. No carro só rola clássico e ultimamente tenho ouvido Gorefest, Running Wild e bastante Pop oitentista. Indico urgentemente: Hate Embrace, Vinterbris (Noruega) e o novo do Slasher.

Música e Cinema: Pessoal, muito obrigado pela atenção. Ótima conversa! Gostariam de deixar alguma consideração final? Fiquem à vontade.

Koda: Ricardo, meu amigo, eu é que agradeço essa oportunidade e a paciência! Mande um salve para o Caprara por mim. Valeu mesmo, de coração! Agradeço também a todos que nos acompanham. Um beijo no Chambinho de cada um!  

Biro: Quero agradecer a você e ao Leonardo e parabenizar pelo trabalho diferenciado, de verdade. Agradecer a todos, sem exceção, que nos apóiam! E alertar: fiquem longe do Black Album! (risos)

Contatos:

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Sobre Ricardo Costa

Casado, 42 anos, médico veterinário. É fã de música desde a adolescência, principalmente dos subgêneros mais extremos do Metal. É fã também incondicional de cinema, principalmente de horror e ação. Seu principal hobby é pesquisar e conhecer bandas novas e filmes obscuros. Trará sempre novidades acerca de lançamentos, bem como artigos, matérias e entrevistas muito interessantes para os nossos leitores

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